sexta-feira, 21 de julho de 2017

Waffle nas gringa // Desbananando Receitas

Que tal começar bem o dia com uma receita fácil, saudável e extremamente saborosa? Um waffle feito apenas com ovos, banana, aveia, iogurte grego e leite. Simples e digno de aplausos! Para ficar ainda mais gostoso a sugestão é comer com manteiga de amendoim e mel, e adicionar muitas frutas!

Nossas nutris estão explorando o mundo. Dé (quem vos fala) está de volta ao Colorado, onde morou há 10 anos. A atual residência de Gi é a Austrália, embora no exato momento ela esteja indo do Vietnã para a Indonésia! Esse mundão é lindo não é? 

Então esse é o motivo pelo qual o nosso querido Desbananando está tão quietinho. Mas a ideia é retomar as atividades aos poucos. Para isso vou ensinar uma receita super prática para um café da manhã delicioso! Essa receita é uma criação minha, gosto de ir para a cozinha sem receita e apenas misturar os ingredientes que tenho em casa. Acho que é nesses momentos que os conhecimentos da gastronomia se mostram importantes, na elaboração de uma refeição bacana, nutricionalmente e sensorialmente falando, com o que a "casa oferece". Abrir a geladeira, pegar o que tiver, e ainda assim comer bem. 

Vamos à receita:

*2 ovos
*1 banana amassada
*1 colher sopa cheia de aveia em flocos
*2 colheres sopa iogurte grego
*q.b. de leite (usei leite de amêndoas, mas poderia ser qualquer tipo de leite)
*q.b. sal
*q.b. canela em pó

Misture bem todos os ingredientes e pronto! É só ter uma boa maquininha de waffle, untar com óleo (óleo em spray é a melhor opção aqui pois não é necessário colocar em muita quantidade). 

De toppings eu usei manteiga de semente de girassol (minha preferida, mas difícil de encontrar no Brasil), mel e algumas berries. Aqui nos Estados Unidos somos abençoados com a quantidade e variedade de berries e também de manteigas com diversos tipos diferentes de nuts.

Espero que tenham gostado! Fiquem com Deus!

Dé 


domingo, 16 de abril de 2017

Sobremesas // Desbananando discussões

Responda rápido: sobremesa, pode ou não pode? Como você escolhe os doces que vai comer quando bater aquele desespero? Como você se sente depois de comer uma senhora fatia de torta?



Quando pensamos em sobremesa a primeira definição que vem à mente e que muito bem poderia estar descrita no nosso dicionário é: 

so.bre.me.sa: s.f. Preparação nada saudável, mas bom pra ca(cilda), cheia de açúcar e gordura, que-merda-eu-queria-comer-até-morrer-sem-me-preocupar-em-engordar.

**

Não é assim? Pois é importante lembrar também que essa "necessidade" que sentimos pelo doce é algo fisiológico, é nosso corpo pedindo glicose geralmente depois de uma enxurrada de sódio. Então, refletindo aqui, poderíamos dizer que o que temos atualmente são dois tipos de sobremesa:

1. Sobremesa tradicional, maravilhosa, de comer ajoelhado, e com mil calorias (que nos deixam com a consciência pesada e o estômago doendo devido à quantidade consumida - os sem-vergonha não se contentam com pouco).
2. Sobremesa versão light/fit, com ingredientes que não casam, que não tem gosto nenhum, e que as pessoas consomem apenas para enganar a vontade (que era de devorar uma torta de chocolate com doce de leite, e se não for pedir muito, cobertura de Oreo). Um bom exemplo são os negrinhos de whey, daimepaciênciasenhor.

**

Eu gosto de acreditar, no entanto, que existe um terceiro tipo, um tipo que engloba sobremesas de sabor delicioso mas que também nos traz benefícios nutricionais. Uma sobremesa "duplamente feliz". Sim, esse tipo também existe. E QUE FIQUE BEM CLARO AQUI: alguns dias vamos comer essa sobremesa "do bem" (digamos assim pois odeio a nomenclatura "fit" e também não sou muito adepta do termo "funcional"); outros dias vamos comer as do tipo 1, aquelas que engordam mesmo, porém são capazes de alimentar nossa alma com toda voracidade possível; mas jamais, na minha humilde opinião, vamos comer as do tipo 2, sem gosto, sem textura, sem consistência.

Descobri há alguns dias um bom exemplo de uma sobremesa "do bem": essa Torta de Cacau do Caminho Orgânico! Na massa tâmaras e castanhas (o que me remeteu diretamente às barrinhas LOVE, da Harts, feitas à base de tâmaras e algumas oleaginosas). O mousse leva abacate, cacau, leite de coco, biomassa (que eu sei, sounds gross mas não é usada para dar sabor, até porque ela não tem sabor, é usada somente para dar consistência de mousse, uma per-fei-ta consistência de mousse) e açúcar mascavo. Essa é a lista dos ingredientes na íntegra. E quem já provou sabe do que estou falando: trata-se de uma sobremesa leve, muito saborosa e nutricionalmente fantástica! Então, seguindo o pensamento Rita Lobo, negrinho é feito com leite condensado, cheesecake leva sim cream cheese, creme de leite e mais um monte de ingredientes “bomba” e torta de chocolate é com chocolate e não com "farinha de uva misturada com cacau, whey e gelatina sem sabor". 



Obviamente todas essas delícias devem ser consumidas com moderação, em datas especiais e não todo dia após o almoço (muitas vezes diminuindo o consumo de arroz, feijão e carne para poder comer a sobremesa sem culpa, o que é um erro maior ainda). Se quiseres comer algo no dia-a-dia, vais ter que praticar exercícios físicos regulares e encontrar alternativas como essa que citei. Profissionalmente sempre indiquei que se criasse o hábito do cafézinho ou do cházinho pós-almoço. Eles servem para "sinalizar" ao nosso corpo que a refeição acabou, da mesma forma que a sobremesa faz. Infelizmente não podemos nos dar ao luxo de comê-las todos os dias, então façamos o seguinte: nos dias de semana, vamos caprichar na comida de panela e esquecer que essas gordelícias existem. Nos finais de semana vamos escolher a torta mais linda e saborosa da padaria. Mas por favor, não me venha com cupcake sem glúten, sem lactose e com recheio sem gosto algum. Essa vida é linda, e ela merece SABOR!

BEIJOS DOCES da Dé e da Gi

:)

terça-feira, 14 de março de 2017

Cheesecake de Goiabada // Desbananando Receitas

Cheesecake é canalhice. Não tem quem não goste. Não tem paladar que resista à combinação de uma base sutilmente salgadinha, com um recheio "neutro" que leva cream cheese e leite condensado e portanto, dispensa comentários, e um topping doce e colorido como uma calda de goiaba ou de qualquer fruta vermelha. 



O Cheesecake surgiu na Grécia, mas se tornou popular nos Estados Unidos. Geralmente é cozido no forno, leva uma base de biscoito, um recheio de queijo, creme e ovos e uma cobertura/topping com fruta. Existem inúmeras variações da receita, e algumas levam gelatina, não necessitando ir ao forno. 

Eu ganhei na loteria porque além de ter uma mãe sensacional ela ainda cozinha pra ca(cilda). Em época de goiaba, não falta geleia de goiaba caseira aqui em casa. Dessas tão vermelhinhas que até parecem extrato de tomate! Pois bem, olhei pra aquele monte de pote de geleia e pensei "isso dava um belo de um cheesecake". O problema é que eu nunca tinha feito um cheesecake (apesar de ser minha sobremesa favorita). Mas não seja por isso, rapidamente busquei umas receitas na internet (Rodrigo Hilbert é sempre a inspiração número um por motivos bem óbvios) e adaptei de acordo com os ingredientes que eu tinha em casa. A receita ficou meio que um Frankenstein, um pouco de cada receita que eu encontrei. Fiz com medo, minha mãe me olhando toda desconfiada achando que não ia dar certo e tcharãn: a melhor sobremesa ever! Ficou sensacional!

Então bora pra receita:


INGREDIENTES:

1. Para a base: 1 pacote 350g de bolacha Maria (a maioria das receitas leva biscoito maisena mas eu não tinha em casa) + 1 tablete de 200g de manteiga*

2. Para a massa/recheio: 1 pote 150g de cream cheese, 1 creme de leite e 1 lata de leite condensado

3. Para o topping: 1 pote de geleia de goiaba da Nita (tô brincando, quem não tiver uma mãe tão maravilhosa como a minha pode tentar fazer a geleia ou então tem outras duas alternativas: compra uma geleia industrializada no mercado ou um tablete de goiabada)

* Usei manteiga sem sal porque era a que eu tinha em casa, mas eu aconselharia usar com sal dependendo da bolacha que você escolher, porque aquele gostinho da base salgadinha com o recheio e topping doces é de matar! A minha base acabou ficou salgadinha mas foi em função da bolacha Maria que usei, que sim, tem bastante sódio (69 mg em 7 biscoitos, ou seja, ~700 mg no pacote inteiro, que seria o mesmo que eu ter adicionado quase 2 g de sal).


MODO DE PREPARO:

° Triturar a bolacha Maria até que vire um pó, uma farofinha (pode-se usar um mixer ou mesmo o liquidificador).
° Adicionar a manteiga aos poucos (temperatura ambiente) e ir amassando com as mãos. Vai formar uma farofinha e você deve parar quando essa farofinha já tiver a quantidade suficiente de manteiga a ponto de grudar e formar uma massinha - tipo uma massinha de pão. Eu acabei usando o tablete inteiro de manteiga mas minha forma era grandinha. Para uma forma menor, não será necessário usar os 200g do tablete.
º Assim que atingir o ponto, colocar a massinha em uma forma (é interessante usar aquelas de fundo removível) e ir modelando com os dedos. Essa base da torta deve ter em torno de 1cm de altura. Não esqueça de fazer as bordinhas mais altas para que o recheio não escorra para fora caso fique muito líquido.
° Levar ao forno, pré-aquecido, por cerca de 15min.

(Base no forno, agora faremos o recheio)


° Misturar os três ingredientes (cream cheese, leite condensado e creme de leite). Bem difícil né? Eu misturei na batedeira, uns 2-3min. Mas não acho que mudaria muita coisa se tivesse feito isso no braço, no muque. hehe

(Retirar a forma do forno, adicionar o recheio e levar ao forno novamente, por mais uns 60min - temperatura baixa, eu usei 130°C. Meu recheio ficou um tanto líquido, o que me assustou. Achei que nunca ficaria durinho, por isso levei ao forno - algumas receitas não levam essa parte ao forno - e a consistência ficou perfeita.)


° Adicionar um pouquinho de água e derreter a geleia de goiaba ou goiabada no microondas. Colocar sobre a torta e levar à geladeira por no mínimo duas horas. 

(Quanto mais tempo ficar na geladeira, mais firme fica o recheio)


E pronto, gente! Sobremesa da vida!


Não é fácil e também não é barata. Mas vale cada centavo e minuto investido! Lembrando que tem receita de Cheesecake muuuuito mais elaborada e complexa que essa. Essa aqui é a mais simples possível, e olha, vou te contar, surpreende muita gente!

Espero que tenham gostado! Uma boa semana a todos!

Para mais informações/detalhes técnicos, sugiro leitura desse link: http://www.petitgastro.com.br/como-fazer-cheesecake/

Dé e Gi <3

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Avei-oca // Desbananando Receitas

Tapioca é fit e portanto tá liberada na sua dieta né? Afinal não tem glúten e nem lactose (e se o post fosse feito alguns anos atrás, diríamos que também não tem colesterol - embora não faça sentido algum). A Nutrição é mesmo uma ciência muito complexa e é natural que os pontos de vista entre os profissionais sejam bem diferentes. Mas não estamos aqui para falar bem ou mal da tapioca. Estamos aqui para mostrar uma alternativa para aqueles que não gostam de tapioca, para os que enjoaram da tapioca ou simplesmente para aqueles que querem cozinhar nesse momento e não tem tapioca em casa.


Depois que a tapioca passou a ser considerada um alimento fit/alimento do bem/do tipo "esse pode" muitas receitas começaram a surgir incluindo o alimento. O que pouca gente sabe que é a tapioca é tão ou mais calórica que um pão branco - tão massacrado atualmente - e já que se fala tanto em índice glicêmico, tem um IG mais alto que o do pão branco. Isso tudo deveria ser motivo para torná-la o novo vilão da alimentação? Assim como ocorreu com a manteiga, o ovo, o peito de peru, que ora são considerados "bons mocinhos" ora são vistos como o "maior inimigo do ser humano"? Não! O que pouca gente ainda parece entender é que tratando-se de alimentação saudável e equilibrada, o que comemos não deveria ser taxado de bom/ruim. Não deveriam existir alimentos permitidos/proibidos. Se soubéssemos consumir com moderação, nada, absolutamente nada precisaria ser retirado da nossa dieta (ok, talvez, na minha opinião, apenas o refrigerante). O problema é que somos, em nossa maioria, 8 ou 80. Pode ou não pode. Come até morrer ou corta fora da dieta. Por que isso, minha gente? É preciso ser libriano e nutricionista (que por coincidência eu sou) para enxergar essa realidade com outros olhos?

Esse assunto dá muito pano para a manga mas para sumarizar tudo o que eu penso como profissional da saúde, como nutricionista, como atleta e como amante da boa comida: na minha opinião, no MEU ponto de vista podemos comer de tudo, desde que saibamos respeitar a quantidade e o equilíbrio. Você pode beber uma cervejinha quando estiver afim, mas não precisa ser um pack inteiro de long necks. Afinal por que uma (sim, apenas UMA) long neck já não te deixa satisfeito? Digo mais, acho que no final das contas é ainda mais saudável que tu consumas esses alimentos tidos como vilões de vez em quando, do que tu restrinjas o teu hábito alimentar a uma monotonia non-sense e se torne mais uma escravo do extremismo, do modismo e do terrorismo nutricional que assombra a humanidade atualmente. É preciso ter em mente que alimentar-se envolve questões psicológicas fortíssimas e o simples fato de "cortar um alimento da sua vida" pode trazer danos pessoais e consequências muito piores do que aquelas causadas pelo consumo dos alimentos "ruins". Alcançar uma certa "maturidade alimentar", se é que eu posso assim dizer, não é fácil. No entanto, no momento em que temos uma relação madura e uma visão ampla da nossa alimentação vemos o quanto ela é importante para vários aspectos da nossa vida. A gente não come apenas para nutrir o corpo, comer alimenta também a alma. 

Buenas, entrei nesse assunto todo para dizer que a tapioca não é tão fit como todos pensam e nem tão ruim como um dia ela ainda vai ser considerada (sim, porque ainda vai surgir um estudo falando sobre isso, esse estudo vai ter seus resultados extrapolados de maneira totalmente errônea ou talvez apenas mega exagerada pelos meios de comunicacção, e as pessoas vão parar de consumir a tapioca, porque ela terá sido desmascarada, assim como o vilão da novela das nove da Globo). Acredito que ela pode e deve fazer parte da nossa dieta, mas também sou da opinião que os nutrientes devem ser variados com a maior frequência possível. Nada mais #saudavelSQN do que ter um cardápio monótono de peito de frango, batata doce e whey, 24h/dia, 7dias/semana. A natureza nos brindou com tantos, mas taaaaaantos alimentos diversificados que eu não consigo entender as pessoas que cozinham sempre a mesma coisa. Que comem sempre no mesmo restaurante. Que tem o mesmo café da manhã todos os dias (e há anos). DIVERSIFIQUEM, GENTE! Comam alimentos que nunca comeram antes ou em formas de preparo jamais imaginadas. Me surpreendo quando eu digo aos meus amigos "Vamos fazer uma salada de moranga e abobrinha, raladas CRUAS?" e eles me olham com aqueeeela cara de "O quê? Dá pra comer moranga crua?" SIM, NÃO SÓ DÁ, COMO É UMA DELÍCIA!

Então para diversificar a famosa CREPIOCA, que surgiu com o boom da tapioca, eu trouxe uma receita simples e rápido. Vamos chamar nossa belezura de AVEIOCA (porque lembra crepioca, mas não tem tapioca, e vcs vão comer com a manteiga de amendoim da Tocca, haha rimou!)

Substituição no time da nutri Dé: sai tapioca, entra a boa e velha aveia. Já falei sobre a aveia e o fato de conter ou não glúten nas minhas redes sociais, mas vou repostar as informações aqui no Desbananando semana que vem. Por enquanto, tudo o que vocês precisam saber é que a aveia é um alimento riquíssimo, nutricionalmente falando, e que é interessantíssimo torná-lo frequente na nossa alimentação.

Chega de papo e vamos à receita:




AVEIOCA

Ingredientes:
3 col sopa de aveia em flocos
3 col de sopa de água (ou leite)
2 ovos
sal e temperos

Modo de Preparo:

1. Misturar a aveia com o leite/água e deixar um tempo suficiente para "hidratá-la" (alguns minutinhos).

2. Misturar e bater os ovos, e temperar com sal e o que mais lhe agradar.

3. Untar com um pouco de banha (ou manteiga ou o óleo que você preferir - ou aquele que estiver na modinha mais recente - ai como eu tô venenosa hoje hahaha) uma frigideira e "fritar/cozinhar" a nossa panquequinha dos dois lados. Fogo baixo sempre é recomendado para que o ovo cozinhe e a panquequinha não queime. 

4. Retire do fogo e recheie a gosto. Sugestões: minha predileta > manteiga de amendoim, banana e mel; salgada > queijo cottage, tomatinhos cereja e folhas de manjericão; diferentona > pedacinhos de queijo (gorgonzola fica uma delícia, mas cuidado com a quantidade, é um dos queijos mais calóricos), nozes quebradas e alguma geleia (de figo combina super bem) ou o bom-e-velho-de-guerra mel. 




Tá feita a festa! Essa é uma refeição super saudável, que vai te deixar extremamente bem alimentado e saciado por horas, e dependendo do esporte que você pratica e de como tolera certos alimentos, pode ser um excelente pré-treino. Converse com sua nutricionista sobre o seu caso específico, lembre-se que o que funciona bem pra mim, pode não funcionar para você.

Quem gostou curte, compartilha no face! O Desbananando está de volta e precisamos de calor humano para nos inspirarmos a criar posts cada vez mais úteis à rotina e vida prática de cada um de vocês!

Um beijo grande da Dé e da Gi (que nos acompanha e colabora da Austrália)