quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

"Quenga Gaúcha" // Desbananando Receitas

Definição de "quenga" de acordo com o dicionário potiguar: lascas de coco tostadas com açúcar! Esse povo do RN sabe das coisas!


Quem já viajou para Natal/RN provavelmente já deu boas risadas com os guias locais que fazem piadas com uma das mais famosas iguarias potiguares: a quenga. "Quenga" nada mais é do que lascas de coco tostadas com açúcar! Uma delícia!


Pois hoje o Desbananando ensina vocês a fazer a nossa quenga, a quenga gaúcha! Essa receita foi, na verdade um experimento da Dé. Ao ver o coco seco no mercado, comprou e logo pensou em "tentar" fazer a quenga que havia experimentado nas últimas férias, em Natal. O passo a passo é, portanto, criado/inventado por nós. Talvez existam outras maneiras de fazer, mas vamos passar aqui a forma como nós fizemos (e ficou ma-ra-vi-lho-so).



Vamos lá:

Passo 1: Comprar um coco seco (e até acho que pra quem tem costume de comprar o coco in natura para tomar a água, também possa fazer - nesse caso, depois de tomar a água acho que seria necessário quebrar o coco, obviamente e assar ele um pouco no forno, até rachar a parte interna). Mas bom, vamos partir do princípio de que vcs encontrem o coco seco já nessas condições no mercado.


Passo 2: A parte branca do coco não sai facilmente dessa casquinha mais grossa, por isso é necessário quebrar o coco em pequenas partes e levar ao forno por uns 20min aproximadamente (só eu que enxergo um coração nesse coco quebrado??).




Passo 3: Retire do forno e com o auxílio de uma faca sem ponta "destaque" o coco da casca mais grossa (sempre vai ficar um pouco da casca mais fina e ai é opção de cada um limpar bem ou manter ela - eu deixei porque o coco fica mais bonitinho com uma bordinha marrom e porque essa parte é fibra e fibra é top hehe).

Passo 4: Agora é hora de ralar o coco. A sugestão é de que você corte em finas e longas lascas. Mas também poderia, por exemplo, deixar em pedaços maiores... Fica a cargo da freguesia.


Passo 5: Coco já ralado, agora é hora de adicionar o açúcar mascavo (pois já que essa quenga é gaúcha, vamos fazer ela um pouco mais saudável que a versão potiguar, que até onde sei usa açúcar refinado). Também pode ser feita com canela, nesse caso ficaria menos doce mas também menos calórica.

Passo 6: Hora de levar o coco para o forno novamente. De tempo em tempo abrir o forno e dar uma mexida no coco para tostar uniformemente. Não tenho como dizer um tempo de forno, foi no olhômetro mesmo gente. Quando chegar na consistência desejada, tire do forno. Simples assim.


Passo 7: Deixe esfriar (ou não, porque quenga quente é coisa de outro mundo) e coma como desejar. Uma boa sugestão é comer com iogurte natural! Mas claro, pode beliscar na hora do chima, pode colocar na salada, em um prato como um risoto ou uma massa, enfim, fica bom com TUDO.




Espero que tenham curtido! Quem fizer posta no instagram e marca o Desbananando que a gente dá um repost!
Valeu galera!

Beijos da Dé e da Gi

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Geleia de Morango com Gengibre // Desbananando Receitas

Quer aprender a fazer uma geleia deliciosa de morango? Daquelas tão cheirosas que perfumam a casa toda? 


Eu sei, eu sei, andamos muito ausentes. Mas garanto que é por uma boa causa! Gi acaba de se tornar mestre em Ciências da Reabilitação e nesse momento desfruta de férias na Itália (onde a phyna ainda vai apresentar seu estudo em um congresso). Eu estou na reta final do meu mestrado também, trabalhando noite e dia na minha dissertação.

Mas claro, sempre sobra um tempinho para aquele momento maravilhoso que nossas cozinhas nos proporcionam: a arte de cozinhar. Hoje vou ensinar vocês a fazerem essa geleia de morango com gengibre que é di-vi-na. Daquelas beeem artesanais que são tão difíceis de encontrar por ai, com pedaços grandes de morango, e que não levam mais do que 2-3 ingredientes.

Separa lá:

2 caixinhas de morango (as minhas, depois de limpar os morangos, resultaram em ~400g da fruta)
200g de açúcar cristal
200ml água
1 pedacinho de gengibre bem picadinho


Modo de preparo: 
(acho que vocês vão precisar de papel e caneta para anotar, são muitos passos..)

1. Coloque numa frigideira os morangos picados, o açúcar, a água e o gengibre, e deixe cozinhando.
2. Deixe cozinhando.
3. Deixe cozinhando.
4. Pronto.

Hehehe
Brincadeiras à parte, é isso ai mesmo! É só deixar tudo cozinhando em fogo baixo. Não é preciso mexer, inclusive, melhor nem mexer. Mexa apenas depois de um tempo para ver a consistência em que a geleia se encontra. 

Uma dica importante é ir tirando, com o auxílio de uma colher de sopa, aquela espuminha branca que vai se formando ao longo do cozimento (essa espuminha é provocada pela acidez do morango). 



Desligue o fogo quando chegar na consistência desejada! Com essa mesma receita, mas desligando o fogo mais cedo, dá pra fazer aquelas caldas maravilhosas de morango (ou de frutas vermelhas - você pode incrementar com mirtilo e amora, por ex) pra colocar em cima do brownie, do bolo, do sorvete, do iogurte, enfim, do que você quiser!!!

Olha que coisa mais linda que fica! Agora vem uma parte melhor ainda: provar!! Aliás, fica uma delícia com manteiga de amendoim ou (eu adoro) manteiga de semente de girassol!




Beijos melados, 

Dé e Gi 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Creme de moranga com gengibre, ricota e couve // Desbananando receitas

O inverno pede bons cremes e sopas. É aquela "comfort food" que dá todo o charme para a estação mais fria do ano! Hoje vamos ensinar uma receita super fácil e deliciosa, um creme de moranga!




Ingredientes:

°8 pedaços pequenos de moranga
°4 fatias médias de ricota 
°2 colheres sopa requeijão light
°1 cebola pequena
°2 dentes de alho
°5 copos de água
°folhas de couve picadas
°1 pedaço pequeno de gengibre ralado
°salsa, pesto, queijo parmesão ralado e cubos de aipo para decoração


Modo de Preparo:

1. Higienize os ingredientes, descasque as fatias de moranga e corte em cubos.
2. Pique a cebola e amasse os dentes de alho.
3. Corte a couve bem fininha (chinfonade) e reserve.
4. Coloque água em uma panela e acrescente os cubos de moranga. Em seguida, acrescente também a cebola, o alho e cozinhe em fogo baixo. Acrescente mais água se necessário e cozinhe até a moranga ficar macia.
5. Espere esfriar e bata no liquidificador ou mixer (sem desprezar a água do cozimento).
6. Coloque novamente na panela em fogo médio, acrescente a ricota, a couve, o gengibre e o requeijão. Cozinhe alguns minutos, tempere com sal e pimenta a gosto.
7. Sirva decorando com salsa picada, cubos de aipo e parmesão ralado


Resumindo: cozinhar a moranga com o alho e a cebola > bater no liquidificador > voltar para panela e acrecentar gengibre, couve, requeijão e ricota. PRONTO!





Um dos melhores cremes que eu já comi!!

Para aumentar o valor proteico da refeição sempre vale adicionar um ovo cozido picadinho!

Esperamos fotos da preparação!
Beijos gente!

Dé e Gi :)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A importância da avaliação cardiorespiratória para prescrição de treino // Desbananando Discussão

Hoje quem vos fala é o educador físico formado pelo IPA e mestre em Ciências do Movimento Humano - UFRGS, Bruno Teixeira. Bruno atualmente é doutorando no mesmo PPG - Ciências do Movimento Humano e coordena o curso de Educação Física da URI São Luiz Gonzaga. 


Boa leitura a todos!



"A cada dia que passa cresce mais o número de pessoas que praticam atividade física para melhoria da saúde, qualidade de vida e desempenho.

A intensidade de realização do exercício físico é um fator determinante para que se obtenha adaptações positivas provenientes do mesmo. Mas qual a intensidade ideal para realização de um exercício aeróbio e qual a melhor maneira de se determinar essa intensidade?



O teste de ergoespirometria é um teste progressivo realizado em esteira ou bike (podendo também ser realizado em outros equipamentos) que nos dá uma resposta de aptidão cardiorrespiratória e potência aeróbia do nosso aluno. Atualmente esse é considerado o melhor teste para avaliação aeróbia. Inclusive, o teste tem sido procurado por praticantes de exercício físico - não atletas - para otimizar seus treinos de acordo com sua individualidade.



Essa avaliação nos traz alguns resultados interessantes começando pelo VO2máxparâmetro que nos revela a capacidade máxima que o organismo de um indivíduo tem de captar e utilizar o oxigênio do ar que está inspirando para gerar trabalho. Sendo assim, é um fator determinante tanto para saúde quanto para o desempenho. Pessoas que possuem um alto VO2máx tem propensão a participar de esportes aeróbios enquanto pessoas que possuem esse valor reduzido podem inclusive apresentar problemas de saúde e dependência em suas atividades de vida diária.
Outro resultado interessante para prescrição de treinamento são os limiares ventilatórios, que representam a transição entre metabolismo aeróbio e metabolismo anaeróbio (fig1).
Figura 1: Limiares Ventilatórios 
No primeiro limiar ventilatório, começamos e apresentar um pequeno aumento na concentração de lactato sanguíneo, entretanto a predominância do substrato energético é proveniente do metabolismo aeróbio principalmente ácidos graxos (gordura). Conforme vamos aumentando a intensidade do teste podemos observar o segundo limiar de lactato. Esse é o momento da transição da predominância do metabolismo aeróbio para o metabolismo anaeróbio. Então entre os dois limiares temos o que chamamos de zona aeróbia de treinamento e acima do segundo limiar temos a zona anaeróbia de treinamento.

Para o treinamento podemos dividir em 4 situações:

1) Zona sub-aeróbia, abaixo do primeiro limiar onde praticamente não obtemos adaptações com o exercício;

2) Zona aeróbia extensiva, se caracteriza por um aeróbio de baixa intensidade e longa duração, próxima do primeiro limiar onde temos como fonte energética principalmente ácidos graxos e promovemos adaptações mais periféricas do metabolismo aeróbio, tais como, aumento da densidade mitocondrial, da atividade enzimática oxidativa e de capilarização;

3) Aeróbio intensivo, se caracteriza por uma intensidade maior e uma duração mais curta, fica próximo ao segundo limiar e a principal fonte energética é a glicose pela via aeróbia, nesta faixa promovemos adaptações mais centrais, como adaptações cardiovasculares, diminuição da frequência cardíaca e aumento da capacidade vasodilatadora;

4) Zona Anaeróbia, intensidade alta, acima do segundo limiar, que provoca adaptações das vias anaeróbias, como aumento da tolerância à acidose, resistência à intensidade e aumento das reservas tamponantes musculares.


De posse desses dados podemos, portanto, saber exatamente qual a intensidade de exercício que nosso aluno está realizando, qual a fonte energética está sendo usada prioritariamente para aquela atividade e também quais as adaptações que podem ser esperadas em resposta a um exercício na faixa de intensidade proposta. Com o uso de um monitor de frequência cardíaca durante o teste, temos a frequência cardíaca de cada um dos limiares e assim a prescrição de treinamento pode ser realizada utilizando somente essa variáveis. Diminui-se a possibilidade de erro na prescrição de treino para exercícios aeróbios e otimiza-se o ganho de desempenho de acordo com o objetivo do aluno e do treinador.

Referências:
Cunha, G.S.; Lorenzi, Thiago; Sapata, Katiuce; Lopes, Andre Luiz, Gava, Adroaldo Cezar; Oliveira, Álvaro. Effect of biological maturation on maximal oxygen uptake and ventilatory thresholds in soccer players: An allometric approach. Journal of Sports Scienses, v. 29, p. 1029-1039, 2011.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Suchás - Sucos + Chás para refrescar! // Desbananando Receitas

Nesse calor, nada melhor do que "suchás" para refrescar! Além disso, adicionam vitaminas, minerais e propriedades funcionais no seu dia.


Como preparar?


Nos "suchás" de hoje vamos utilizar as seguintes ervas:

- Cavalinha (Equisetum arvense)
- Hibisco (Hibiscus Sabdariffa)
- Chapéu de Couro (Echinodorus macrophyllus)


Antes de tudo, prepare os chás concentrados. Em todos estes, o chá deve ser preparado pelo método da infusão. Ou seja, após ferver a água, deixar a erva de molho (não ferver a erva junto com a água). Deixar em repouso e abafado por mais ou menos 5-6 minutos.

Preparei elas bem concentradas (não consumir assim), pois iremos colocar mais água gelada depois.
Cavalinha - 2 col. de sopa para 150ml
Hibiscus - 3 col. sopa para 200ml
Chapéu de Couro - 1 col. sobremesa para 150ml

Depois dos 5 minutos, coe as ervas e coloque a parte líquida para gelar. Se optar por consumir apenas o chá, complete com água gelada até 400-600ml e tome durante o dia.

Também utilizarei aqui o chá da casca do abacaxi. Quando você come abacaxi, você joga a casca fora? NÃO MAIS! Ferva em torno de 1L de água junto com a casca de um abaxi grande ou 2 pequenos, depois que ferver, coe e coloque pra gelar. Fica super refrescante!!


Agora que já aprendemos a preparar os chás, vamos às receitas!


Suco de Melancia com Cavalinha

Ingredientes:
- 3 fatias médias de Melancia
- 100-150ml do chá de cavalinha preparado
- 150ml de água gelada
- 6 folinhas de Hortelã

Modo de Preparo:
Bater todos os ingredientes no liquidificador. Adicionar gelo se necessário.





Chá de Hibiscus com Limão

Ingredientes:
- Chá de Hibiscus concentrado - 200ml
- Água gelada - 400-500ml
- Rodelas de 1/2 limão
- Canela à gosto (opcional)

Modo de preparo:
Apenas misture tudo e deixe o limão para saborizar o chá, não é necessário liquidificar.
Para não deixar o chá amargo (considerando que o chá de hibisco já é bem forte), você pode retirar a casca do limão.




Chá de abacaxi com chapéu de couro

Ingredientes:
- 150ml de chá de chapéu de couro
- 300ml de chá da casca do abacaxi
- Raspas de Gengibre à gosto

Modo de Preparo:
Apenas misturar os ingredientes.



As combinações são inúmeras e a criatividade vale muito nesta hora! Atente apenas para não exageraaar no consumo de chás, vale se consultar com uma nutricionista para saber a quantidade ideal para você.


Enquanto isso vamos amenizando o calor com propriedades diuréticas, calmantes, antibacterianas e antigripais! 

SAÚDE!

Espero que gostem,

Abraços,
Gi e Dé!

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