segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Desbananando o Gourmezisse // Receitas

Desbananando e Gourmezisse trazem pra você uma receita diferente. Quem ai já preparou um cogumelo recheado? Hmm, deixe-se apaixonar por esse Portobello Recheado com Atum!


Para quem não conhece, o Gourmezisse - Saborido e Prazenteiro, é uma página de receitas fáceis e rápidas, inventadas, reproduzidas e adaptadas pela queridíssima Priscila Mello. Já acompanho o Gourmezisse há um tempo e já vi muitas dicas bacanas! Vale o "like" galera!

Bom, o Gourmezisse fez uma receita especial para o Desbananando! E nós retribuímos calculando a informação nutricional da preparação. Trata-se de um cogumelo Portobello recheado com atum. A receita me lembrou muito o cogumelo servido pelo chef Lawrence Andreis na última edição do comida de rua. Lawrence serviu um cogumelo Grand Blanc recheado com Geleia de Bacon e Gorgonzola. Hmm, salivando aqui só de lembrar. 

Primeiro, a receita:

INGREDIENTES:

° 4 cogumelos Portobello
° 100g de requeijão light (25g para cada cogumelo)
° 1 lata de atum defumado (sempre prefira aquele conservado em água)
° 1/2 cebola picada
° 1 dente de alho picado
° cebolinha verde a gosto
° queijo mussarela light ralado grosso

MODO DE PREPARO

1. Limpe os cogumelos com um pano úmido ou uma escovinha. Não lave em água corrente pois eles são como uma esponja, absorvem muita água.

2. Retire e pique os talos. Reserve.

3. Refogue a cebola e o alho com um fio de azeite de oliva. Acrescente o atum e por último os talos. Tempere com sal e reserve.


4. Coloque uma pitadinha de sal dentro dos cogumelos, espalhe 25g de requeijão light e coloque o refogado de atum. Leve ao forno pré-aquecido e asse por 20 minutos a 200°C.

5. Retire do forno, acrescente o queijo ralado (aproximadamente 10g - 1/2 fatia por cogumelo), a cebolinha e sirva! Quem preferir pode levar por mais alguns minutinhos ao forno para derreter o queijo.


A preparação é uma ótima opção de lanche rápido ou até de jantar. Acompanhe na tabela os macro e micronutrientes presentes:


Uma receita nutritiva, saudável e de certo ponto, exótica. Afinal não é todo dia que se come um cogumelo recheado. Ótima fonte de proteína, cada cogumelo contém praticamente 15g do macronutriente mas cobiçado do momento. Vale lembrar que nosso organismo consegue absorver aproxidamente 25g de proteína por refeição. Ou seja, não adianta querer comer 200g de proteína de uma só vez ou tomar 4-5 scoops de whey, nosso corpo tem um limite. 
Além da proteína, vale destacar o baixo percentual de gordura. Se não tivéssemos acrescentado queijo à preparação, ela provavelmente teria uma quantidade menor ainda. O cogumelo em si tem apenas proteína e carboidrato. Entrando nos micronutrientes, percebe-se que a receita pode ser uma boa fonte de cálcio para aqueles que não conseguem tomar seus 4 copos de leite diários (sim, para fechar a recomendação de cálcio de 1000mg diários são necessários 4 copos de leite). A preparação também possui uma boa quantidade de ferro, fósforo, potássio e zinco. Uma pena o sódio um tanto alto.


Obviamente, adaptações podem ser feitas. Se você acha que o atum não casa bem com o cogumelo, tente frango desfiado. Se quiser colocar os dois pés de vez na jaca, tente trocar o requeijão light por cream cheese. Só não esquece de compensar nos exercícios depois, afinal cream cheese é dos deuses mas a gordura que ele carrega consigo não...

Esperamos que tenham curtido! Acessem a página do Gourmezisse e se deliciem com as mais diversas opções de receitas!

Bom fim de domingo a todos!

Dé e Gi

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Eggs Benedict // Receitas

Um clássico dos clássicos! Já ouviu falar de Eggs Benedict? Se já conhece, certamente o ama. Se não conhece, vai passar a amar. Eggs Benedict é assim, puro amor!




Eggs Benedict, ou ovos beneditinos (que traduçãozinha mais weird, convenhamos) é daquelas receitas que você acha que não vai dar em nada, mas quando experimenta se apaixona! Não é à toa que é tão famosa. Ela faz parte de qualquer brunch americano mas o prato original leva English Muffins. Como é super difícil encontrá-los aqui no Brasil, vamos facilitar! Sabe aquele pão que é vendido para fazer torta-fria? É esse mesmo que vamos utilizar!

Antes de montar o prato precisamos preparar um molho holandês (errôooo) e dois ovos pochê.

Como fazer o molho holandês:
° 100g de manteiga
° 1 gema
° ½ colher (sopa) de vinagre
° Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:

Derreta a manteiga no microondas e reserve. Numa panelinha, coloque cerca de dois dedos de água, leve ao fogo médio e desligue quando começar a ferver. Junte a gema e o vinagre numa tigela (uma que caiba certinho na panela, pois o preparo envolve um banho-maria) e mexa com um fuê para incorporar. Adicione 1 colher de sopa da água aquecida na mistura de gema e bata bem. Encaixe a tigela na panelinha com água fervente para fazer um banho-maria.
Bata vigorosamente até a mistura espumar. Junte a manteiga derretida lentamente, batendo sempre. De vez em quando, coloque o dedo na tigela para checar a temperatura do molho. Precisa estar quente. Se esfriar, ligue novamente o fogo, mas sem deixar a água do banho-maria ferver para não correr o risco de cozinhar a gema e talhar o molho. Quando o molho encorpar, tire do banho-maria e tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto. 

Como fazer o ovo pochê:
° 2 ovos

Modo de preparo:
Para fazer os ovos pochê, leve uma panela alta com bastante água ao fogo médio. Quando ferver, abaixe o fogo. Recorte 4 quadrados de papel filme de 30 x 30cm e coloque sobre um prato fundo. Unte o filme com um pinguinho de óleo e quebre um ovo dentro. Una as pontas do quadrado, para que forme uma trouxinha. 
Leve a trouxinha à frigideira com água fervente e mexa delicadamente, fazendo movimentos circulares. Isso fará com que o ovo pochê fique com um formato mais bonito. Passados 3 minutos, retire o filme com cuidado e deixe o ovo cozinhar por mais 1 minuto na água. Com uma escumadeira, transfira o ovo para uma tigela com água fria. Repita o procedimento com o outro ovo e reserve. 


Agora vamos à montagem do prato:
° 2 fatias de lombo defumado (os Eggs Benedict autênticos levam bacon, você pode escolher)
° 2 fatias de pão para torta fria
° Sal (a gosto)
° Folhas de manjericão (a gosto)
° Óleo para untar

Aqueça uma frigideira média e coloque um fio de azeite de oliva. Coloque as fatias de lombo defumado e doure dos dois lados. Reserve. Leve à torradeira ou forno quente as fatias de pão, apenas para aquecer. Coloque uma fatia de pão no prato e espalhe um pouco de molho holandês. Por cima, coloque algumas fatias do lombo e os dois ovos pochê. Regue com mais molho, salpique folhas de manjericão e, se quiser, polvilhe páprica a gosto. 



Hmmm, água na boca! Bom apetite!

Beijos, 
Dé e Gi ;)

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Musculação: quando menos é mais // Discussões

Será que realmente precisamos passar horas na academia para termos bons resultados? Afinal, qual a dose ótima quando falamos de musculação? Quanto mais melhor?


Imagine o seguinte: você começou ontem a treinar em uma determinada academia. Se sente entusiasmado mais uma vez! Quer ficar com um corpo legal para o verão e já estava mais do que na hora de recomeçar. Treino novo (embora não tão novo: 3 séries de 10 - 12 exercícios para cada aparelho). A empolgação dura cerca de 2 semanas, a partir da terceira semana você não consegue manter a regularidade. A musculação representa pra você meia hora de deslocamento, uma hora e meia de treino, meia hora de banho e mais meia hora de deslocamento. No total, ela rouba três preciosas horas do seu dia. Cada vez é mais difícil manter a regularidade. A frequência com que você malha vai diminuindo, e com ela, a sua determinação. Afinal o verão já está ai, não adianta mais sonhar com um corpão. Deixa pro ano que vem! De novo.

E assim a vida segue, iniciar e parar com exercícios é muito mais comum do que você imagina. Todos vivemos uma rotina enlouquecedora e é preciso estabelecer prioridades. Mas e quem disse mesmo que é preciso ficar uma hora e meia na academia? E se a literatura nos mostrasse que com trinta minutos é possível alcançar os mesmos resultados?

O Desbananando tem a honra de ouvir o Educador Físico e Mestre em Ciências do Movimento Humano, Cristiano Ughini que vai falar sobre as diferenças entre o treinamento de força em série simples e séries múltiplas.
Boa leitura!



Os praticantes de exercício físico, ao iniciarem um treinamento, são constantemente informados dos inúmeros benefícios que tal prática proporciona. Contudo as taxas de desistência ainda permanecem elevadas. É descrito na literatura que até 50% dos praticantes irão desistir nos primeiros seis meses de treinamento, com a maior prevalência ocorrendo nos três primeiros meses. Dentre os principais fatores para o decréscimo de adesão aos protocolos de treino uma variável se sobressai como a mais citada: a falta de tempo.

Visando ratificar ainda mais o cenário atual, estudos comprovam que sessões de treinamento que ultrapassem uma hora de atividade apresentam altas taxas de abandono. Assim, o conceito de "quanto mais, melhor" não é verdadeiro, existindo uma dose ótima para se obter resultados. E qualquer dosagem acima disso não aumentará os benefícios, aliás, pode até trazer prejuízos.

Em consequência a esse cenário, são necessárias soluções práticas para resolver esse conflito. Uma possível estratégia para combater tal questão é a utilização de um baixo volume de treinamento (série simples). Especialmente para indivíduos iniciantes, visto que pesquisas demonstram que estes se beneficiam igualmente quando submetidos tanto a alto quanto a baixos volumes de treino. Assim, ao invés do iniciante executar dez exercícios em três séries (como é feito de maneira trivial em grande parte das academias), este poderia executar os mesmos dez exercícios realizando apenas uma série de cada um deles.

Ratificando cientificamente as afirmações anteriores, cito o trabalho que realizei durante o meu mestrado, no qual quinze homens realizaram o exercício com uma série para um lado do corpo e três para o outro lado, por doze semanas. Ou seja, foi respeitada a individualidade, pois a mesma pessoa fazia os dois protocolos. Assim consegui minimizar os possíveis efeitos da genética. Como resultados, obtive ganhos de força e massa muscular semelhantes em uma ou três séries. Desta forma, consegue-se obter os mesmos resultados, todavia com uma maior adesão dos participantes devido ao menor tempo de sessão.

Em suma, um baixo volume de treino é eficaz para aumentar tanto a força quanto a massa muscular, e de quebra combate a principal causa de desistência em iniciantes: o tempo curto.


Bibliografia:

Dropout from exercise programs for seniors: A prospective cohort study. Journal of Aging and Physical Activity, 2005
Early-phase neuromuscular adaptations to high and low volume resistance training in untrained young and older women. Journal of Sports Sciences, 2010
Low and high volume strength training includes similar neuromuscular improvements in muscle quality in elderly women. Experimental Gerontology, 2013
Bottaro M, Veloso J, Wagner D & Gentil P. Resistance training for strength and muscle thickness: effect of number os sets and muscle group trained. Sci Sports, 2011
Ughini C. Efeitos de diferentes volumes de treino de força nas adaptações neuromusculares de homens jovens destreinados [dissertação de mestrado]. Porto Alegre, Escola de Educação Física da UFRGS, 2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Torta Vegana sem Açúcar // Receitas

Preparados para a torta sem açúcar e sem ingredientes de origem animal mais incrível da sua vida?!

Aviso aos alérgicos e intolerantes: também não tem nada de glúten, lactose, leite, soja ou amendoim!


É uma torta muito delicada! A base e o recheio são barbadinhas de se fazer, mas a cobertura vai exigir bastante amor. Se você não tiver muita paciência, pode optar por fazer o merengue clássico, porém, neste caso a torta deixa de ser vegana e tu vais acrescentar uma dose de açúcar que nesta não tem. Só cuidado para não deixar doce demais, pois o legal desta torta é que o recheio é beem doce (ao menos para o meu paladar) e a cobertura de "chantilly" de coco dá uma quebrada bem legal. 

Ingredientes:

Base

° Castanha de caju sem sal - 1 1/2 xíc. 

° Amêndoas - 1 1/2 xíc.

° Tâmaras picadas - 6 unidades grandes ou 3/4 de xícara

° Óleo de Coco - 2 col. sopa

° Pitada de Sal

Recheio - Falso Caramelo

° Tâmaras - 3 xícaras

° Leite Vegetal  - 1 xícara

° Essência de Baunilha - 1 col. sopa

° Pitada de sal


Cobertura

° 4 garrafas de Leite de Coco Integral 
° Óleo de Coco - 4 col. sopa
° Essência de Baunilha

*A essência de baunilha você pode comprar pronta ou fazer uma. Eu comprei as favas de baunilha no Mercado Público e fiz uma. Uma essência boa mesmo de baunilha pode durar uns 3 meses para ficar pronta, mas eu fiz uma versão em 10 minutos. Foi assim: Peguei uma fava, 1-2 colheres sopa de vodka e uma ou duas colheres de sopa de leite vegetal e coloquei para ferver. Deixei fervendo até ficar pegajoso. 

* As garrafas de leite de coco você deve despejar em um recipiente de vidro e deixá-las ao menos uma noite no congelador. Depois deixar descongelar levemente na geladeira. O óleo de coco vai ajudar a mistura a ficar mais durinha em temperatura ambiente. Não compre o leite de coco light, pois a gordura será necessária para essa receita. Essa parte, como disse no início, exige amor. Você vai ter que fazer um jogo de congelador e geladeira e misturar de vez em quando com um mixer para deixá-la o mais cremosa possível. Caso crie uma espécie de soro, descarte-o.

VAMOS COMEÇAR?!

1. Separe uma forma de silicone ou uma forma com fundo removível. Também tenha em mãos papel manteiga e um processador.

2. Forre a forma com o papel manteiga. Se for forma de silicone creio que não precise. 
.
3. Vamos começar a fazer a base da torta. Vá colocando aos poucos os ingredientes no liquidificador. Pique bem as tâmaras, pois elas tem bastante fibra e podem demorar para ser trituradas. Bata até chegar numa consistência de pasta, que dê para montar na forma.


A forma pronta vai ficar assim, leve para o congelador enquanto preparamos a segunda parte.



4. Hora de preparar o nosso recheio delícia! Pique bem as tâmaras e coloque elas aos poucos no processador, junto com o leite. Cuidado para não colocar leite demais! Talvez não precise usar tudo. Já as tâmaras é melhor comprar a mais, pois caso a forma seja grande e as tâmaras pequenas, pode ser que a quantidade seja insuficiente.  

Olha como vai ficar:


5. Espalhe o recheio pela forma e, novamente, leve para o congelador.

6. Vamos dar uma olhada no nosso chantilly de coco?
Olha como ele tem que ficar, (não babe)! :)


7. Depois de algumas horas com a forma no congelador você pode picar algumas bananas e colocar em cima do recheio de tâmaras com algumas gotinhas de limão para não escurecer. 
Logo em seguida despeje nosso chantilly de coco por cima. Deixe mais uns minutos no congelador para ter certeza que o chantilly vai ficar firme. Repararam que uma parte está sem banana? Tenho uma sobrinha que odeia hehehe. Vamos respeitar, né?!

                             

Por cima, peneire cacau em pó sem açúcar!

E VOILÀ!


A torta foi feita para comemorar o aniversário da minha irmã, por isso a velinha! hihi

Abraços,
Qualquer dúvida, grita!

Gi e Dé! <3

domingo, 5 de outubro de 2014

Pancake Oriental - Olívia e Palito // Receitas

Lembram da Pancake Oriental servida por Olívia e Palito na última Feira de Comida de Rua de Porto Alegre?


Pois é, o Desbananando tem a honra de divulgar a receita pra vocês e de quebra ainda desbananar o valor energético dessa panquequinha pra lá de fácil e deliciosa.

Um caminhãozinho fofo demais tem sido visto servindo lanchinhos muito deliciosos no bairro Bom Fim, em Porto Alegre e na Arena do Grêmio. É o food truck Olívia e Palito, dos simpáticos Rafa Backbone e Guadalupe Dias. Ela prepara os lanches e o Rafa faz o atendimento. Conversamos com os dois no Comida de Rua e eles prontamente nos passaram a receita do lanche que serviam no evento.



Pancake Oriental de Frango ao Molho de Amendoim

A receita tem 3 partes: a massa da panqueca, o recheio (frango) e o molho de amendoim. Anota aí:

MASSA:

* 1 xíc. de farinha de trigo
* 1 xíc. de água
* 1 col. de chá de fermento químico
* 1 ovo
* 1/2 col. chá de sal
* 1 col. sopa de óleo
* 1/2 xíc. de legumes (cenoura e repolho ralados, por ex)
* 1/2 col. sopa de gergelim

Rendimento: 4 porções


RECHEIO:

* 700g de peito de frango cru (sem pele)
* 1 col. sobremesa de mel 
* 1 col. de café de alho picadinho
* 1 col. de café de gengibre picado 
( o alho e o gengibre você pode colocar mais ou menos conforme o gosto)
* 50ml de shoyu
* 50ml de vinagre
* 1 col. sobremesa de escarola (chicória)

MOLHO DE AMENDOIM:
* 50g de amendoim
* 2 col. chá de açúcar
* pitadinha de sal
* 1 col. chá de óleo
* 10 a 15ml de suco de limão - aprox. uma col. sopa
* 1 col. chá de shoyo

Receita adaptada para 4 porções.



Olha aí o nosso cálculo para uma porção de panqueca:



É uma panquequinha super nutritiva e rica em proteínas. O frango e o amendoim ajudaram nessa parte! Para ficar mais perfeita, de repente poderíamos diminuir um pouco o molho shoyo (principal fator para o sódio um pouco altinho) e talvez pudéssemos tentar fazer a massa com mais fibras, utilizando metade da farinha na versão integral ou inserindo alimentos ricos em fibras, como aveia ou linhaça. 

As nutris sempre vão pensar em estratégias para deixar a preparação cada vez melhor (nutricionalmente). Assim como fez a Dé na torta de banana com doce de leite, ao diminuir a quantidade de manteiga. :)


Uma boa semana a todos!
Beijos, 
Gi e Dé

sábado, 4 de outubro de 2014

Torta de Banana e Doce de Leite // Receitas


Quem resiste a uma deliciosa Torta de Banana com Doce de Leite? O Desbananando ensina hoje uma receita simples de uma torta que parece ser super complicada.


Torta de Banana com Doce de Leite

Fiz essa torta no dia do meu aniversário. E só eu sei o momento prazeroso que tive, preparando a torta e ouvindo uma boa música. Aliás, uma dica pra quem usa o Super Player: a playlist "Coolzinhando" é demais! Ouvir Louis Armstrong cozinhando é algo meio divino.

Mas bom, vamos à receita:

Para a massa: 
250g de manteiga em temperatura ambiente
3 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açúcar
1 ovo
1 colher sopa fermento em pó

Para o recheio:
Bananas fatiadas (eu usei umas 6 bananas grandes)
400g de doce de leite

Mais uma dica: usei o doce de leite da Aviação, mas ele não é o ideal para essa torta pois com o calor ele fica meio líquido demais. O ideal é um doce de leite mais grossinho, tipo Mumu.

Para a farofa:
4 colheres sopa manteiga (usei com sal, dá um leve - quase imperceptível - contraste com o sabor doce da torta)
1 xícara de açúcar mascavo (eu até sugiro colocar um pouco menos, pois como a torta é bem doce, a farofa não precisa ser tanto)
1 xícara de farinha de trigo
Canela em pó a gosto

Eu comprei apenas um tablete de manteiga, ou seja, tinha 200g para a receita inteira. Usei 3 colheres de sopa para a farofa e o restante para a massa. Dos 250g que pedia a receita da massa, devo ter utilizado uns 175g e deu tudo certo. Óbvio que eu senti que a massa não pegava ponto tão facilmente, e foi um pouco mais trabalhoso colocar a massa na forma mas eu tava interessada em reduzir um pouco o valor energético da torta. No final das contas reduzir esses 75g de manteiga, representou uma redução de, aproximadamente, 500 calorias na preparação final. E o sabor ficou maravilhoso igual! Ou seja, na minha opinião, os 250g + as 4 colheres de sopa que a receita inteira levaria é um exagero. 

Modo de preparo:
1) Comece fazendo a farofa. Em um recipiente coloque todos os ingredientes e misture com os dedos até obter uma farofinha. Reserve.
2) Para a massa misture todos os ingredientes (eu peneirei a farinha) até obter uma massa homogênea. Pode iniciar misturando com uma colher, mas depois é com as mãos mesmo que seguimos. Abra a massa em uma forma de fundo removível de aproximadamente 30cm de diâmetro. Preencha o fundo e as laterais. Leve ao forno pré-aquecido por uns 20 minutos ou até dar aquela primeira "bronzeada".
3) Retire a massa do forno e acrescente as bananas picadas e em seguida o doce de leite. Por cima, coloque a farofa e leve ao forno novamente. Mais uns 40min mais ou menos.
4) Espere esfriar para cortar e para que o doce de leite esteja na consistência correta. 

Óbvio que eu não esperei! Cortei enquanto ainda estava quentinha e hmmm, dá água na boca de lembrar. Ficou deliciosa. Paguei o preço por ter sido gulosa. Como o doce de leite ainda não tinha esfriado, ele ficou um tanto líquido e escorreu da torta, sujando a forma. Fiquei super triste de ter que pegar uma colher e comer aquele doce de leite que escorreu. #SQN


Torta de Banana com Doce de Leite

É isso gente! Quem provou a torta adorou!

Beijos, 
Dé e Gi 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Mudando de ideia sobre a saúde // Discussões

Umas das maiores queixas que temos em consultório: "Eu já não sei o que fazer, uma hora o ovo é bom, outra hora ele mata." Realmente vivemos um verdadeiro terrorismo nutricional. Mas e você já se perguntou por que a ciência da Nutrição muda tanto?


Hoje o Desbananando tem um convidado! E um convidado de peso! Alexandre Wahl Hennigen, médico, nutricionista, (e como se duas graduações não fossem o suficiente, estudante de Educação Física) e especialista em Fisiologia do Exercício nos esclarece um pouco sobre como são feitos e interpretados os estudos na área da saúde. Eu não nego a ninguém que sou fã incondicional desse cara! Pra mim não há ninguém mais admirável e com tamanha inteligência e senso crítico que ele. Puxa-saquismos à parte, vamos ao que interessa! Boa leitura!


Não faz muito tempo que o Porta dos Fundos lançou um vídeo que retratava uma nutricionista passando uma dieta para uma paciente no seu consultório. Durante a consulta, a nutricionista esclarecia dúvidas, dando a entender que as informações mudavam corriqueiramente, e que ela se mantinha atualizada através de diversos meios eletrônicos. Embora o grupo tenha inserido muito humor na sua produção, também há elementos verdadeiros ali. Prova disso é que muitas pessoas se sentiram representadas, seja como profissional, seja como cliente.



Quem não está envolvido com o meio científico pergunta-se por que as recomendações mudam tão rapidamente. Mais intrigante do que isso é tentar entender como algo tão mutável como a ciência pode basear condutas que vão definir se vamos ter uma saúde melhor ou pior. Como o Luís Fernando Veríssimo já escreveu: quem vai nos indenizar por todos os ovos que deixamos de comer porque os médicos e os nutricionistas diziam que faziam mal, para depois mudarem de ideia e acreditarem que fazem bem?

Essas dúvidas aparentemente simples, formuladas muitas vezes ao longo de uma refeição entre amigos, são o objeto de estudo da Epidemiologia, área do conhecimento que tenta quantificar o efeito de cada intervenção na proteção ou no risco a saúde de um indivíduo. Para chegar a tais conclusões, são feitos estudos epidemiológicos. Antes de iniciar, o grupo responsável pela sua execução precisa definir desfechos, que podem ser de dois tipos: duros ou intermediários. Vou explicar os dois de forma muito superficial.

Desfechos duros são aqueles que têm impacto direto na saúde: morte, enfarto, acidente vascular cerebral, cegueira, perda de peso, ganho de massa muscular. Desfechos intermediários, em contrapartida, não terão impacto direto na saúde de uma pessoa. Eles são o que se acredita que possa causar os desfechos duros, através de correlações. Por exemplo: colesterol alto é um desfecho intermediário para enfarto e acidente vascular cerebral; valores altos de hemoglobina glicada relacionam-se a probabilidade de um diabético ficar cego; níveis de alguns hormônios, como testosterona, GH e cortisol podem ser associados ao ganho ou à perda de massa muscular. Mas eles não comprovam que os desfechos duros vão acontecer.
Poucos estudos têm desfechos duros. A maior parte utiliza-se de desfechos intermediários, porque são mais simples de serem realizados, mais rápidos e mais baratos. Seus resultados podem ser extrapolados e conclusões sobre desfechos duros podem ser inferidas, mas apenas se comprovariam através de novos estudos com menos limitações.

É o que acontece com suplementos de aminoácidos. Até hoje não foi comprovado que a suplementação de aminoácidos isolados, como os BCAA, tenha algum benefício no ganho de massa muscular ou no desempenho de um atleta. O que se sabe é que esses aminoácidos compõem grande parte das fibras musculares e são catabolizados durante exercícios físicos. Cria-se a então a hipótese que a sua suplementação poderia ser benéfica. Os suplementos de arginina, aminoácido precursor do óxido nítrico, também não parecem ter qualquer benefício. É verdade que o uso desse produto aumenta a vasodilatação, mas daí a haver melhora de desempenho físico existe um abismo escuro que ainda não foi adequadamente estudado, ou que demonstrou justamente a ineficácia dessa prática. Ainda falando de aminoácidos, alguns suplementos prometem aumentar a secreção de hormônio do crescimento. De fato, ornitina e mais alguns compostos, quando administrados diretamente na circulação sanguínea, causam um aumento nos níveis de hormônio do crescimento. Entretanto, a ingestão deles não parece levar à mesma resposta, e também não se sabe se esse aumento da secreção do GH terá como repercussão o ganho de massa muscular buscado por praticantes de musculação.

Frequentemente os veículos de comunicação de massa tiram conclusões errôneas desses resultados e acabam por divulgá-los precipitadamente. Mais triste ainda é quando um profissional da área confirma os dados equivocadamente, dando-lhes respaldo, seja por má fé ou por desconhecimento.




Outros fatores podem interferir nos resultados dos estudos. Há algumas décadas, acreditava-se que compostos antioxidantes, como vitaminas e minerais, poderiam ser úteis para evitar o envelhecimento e prevenir o surgimento do câncer. Essas associações foram feitas a partir de estudos que relacionaram níveis altos de alguns desses compostos com diminuição da mortalidade por certos cânceres. É um desfecho duro? Sim. Isso significa que se suplementarmos vitaminas e minerais as pessoas terão menos câncer? Não. Infelizmente, os ensaios clínicos que verificaram essa associação concluíram justamente o contrário: quem suplementou vitaminas teve maior risco de câncer. Isso não acontece com as pessoas que adquirem esses compostos a partir da alimentação. Por quê? O que as frutas e os vegetais têm na sua composição que nos protege de alguns tipos de câncer? Ninguém sabe ao certo, mas há muitas substâncias que interagem entre si e com o organismo, protegendo-o sem causar malefício. Ainda temos muito mais dúvidas do que certezas.

Por falar em vitaminas e minerais, vale a pena lembrar também de outro fator que define a má qualidade de alguns estudos: o patrocínio da indústria. Com mais dinheiro disponível é possível fazer trabalhos já direcionados para uma conclusão. Além disso, caso a indústria não obtenha o resultado esperado, ela pode simplesmente optar por não o publicar.

Agora você deve estar se perguntando: o que eu posso fazer então para ter saúde?
Algumas práticas parecem estar bem estabelecidas. Comer frutas e verduras em abundância. Evitar carnes vermelhas. Dar preferência para alimentos cozidos ao invés de alimentos fritos, mas sem eliminar óleos e gorduras da sua vida. Comer nozes e castanhas. Jamais fumar. Reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas. Meditar, ler e manter boas relações sociais para desenvolver a mente e o espírito. Dormir. E o mais importante de tudo: fazer exercícios regularmente. Você não precisa correr uma maratona, mas deve ficar ofegante por pelo menos trinta minutos ao dia e associar a isso um trabalho de força.


Esperamos que o texto tenha sido esclarecedor para todos vocês!

Um grande beijo, 
Dé e Gi