sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Vitamina D: Recomendações e Fontes // Discussões

Quais as fontes alimentares de vitamina D? Podemos atingir a recomendação apenas pela alimentação? Vêm desbananar com a gente!


Nós já falamos bastante da vitamina D, suas funções e a prevalência da deficiência na postagem passada! Então a ideia agora é um post bem rápido e simples.


Qual a Recomendação de ingestão diária de vitamina D?

A recomendação anterior da vitamina D foi criada em 1997, quando seu valor de AI (adequate intake) foi estabelecido como 5 mcg (200 IU - unidades internacionais) para adultos entre 19 e 50 anos. Este valor foi baseado no nível de vitamina D capaz de prevenir a queda da vitamina no sangue durante o inverno [1]. Entretanto, esta recomendação foi ajustada recentemente, pois foi considerada baixa para que a vitamina D conseguisse exercer todas as suas funções [2]. A nova recomendação de RDA (Recommended Dietary Allowances) para todas as faixas etárias e fases da vida é de 15 mcg (600 IU), exceto para indivíduos com mais de setenta anos, faixa etária na qual a recomendação aumenta para 20 mcg (800 UI) [2].


O que é essa tal de AI, RDA, UL? Não faço nutrição! Dé e Gi, expliquem ai!

Gente, existe uma recomendação de consumo para todos os nutrientes e essa quantidade é estabelecida pelas Dietary Reference Intakes (DRIs). Para melhor entendermos as recomendações, é necessário compreender como as DRIs foram estabelecidas e como elas podem ser usadas. Vou explicar de forma bem direta:


Estimated Average Requirement (EAR): Corresponde às necessidades que irá suprir 50% da população. 

Recommended Dietary Allowances (RDA): Deriva do EAR e deve atender às necessidades de um nutriente para 97% a 98% dos indivíduos saudáveis do mesmo sexo e estágio de vida.

Adequate Intake (AI): Valor estabelecido em levantamentos, determinações ou aproximações de dados experimentais ou estimativas de ingestão consideradas adequadas para pessoas saudáveis. É utilizada quando as informações sobre o nutriente não são suficientemente consistentes para estabelecer o EAR ou a RDA.

Tolerable Upper Intake Level (UL): Define o valor mais alto de ingestão tolerável ao dia. Uma vez que nutrientes podem ser nocivos em doses elevadas, ou, até mesmo, em doses pouco maiores que a recomendação.


FONTES

Na imagem estão os principais alimentos fontes de vitamina D. Os valores estão expressos em mcg; para converter em UI multiplique por 40. Apesar de não estarem presentes na imagem, cogumelos também são uma ótima fonte da vitamina. Em 100 g temos 40 mcg (dá para atingir a RDA de barbada!). O salmão selvagem é outra fonte rica em vitamina D: em 100 g contém de 15 mcg à 25 mcg, ao contrário do salmão de cativeiro que contém, pra mesma gramagem, 2,5 mcg à 6,25 mcg. Pensando assim, é fácil de atingir a recomendação, mas não é todo o dia que se come cogumelos! E salmão selvagem, convenhamos, virou raro artigo de luxo, né!?

*A RDA é o que devemos obter diariamente e  última coluna mostra os valores de UL, ou seja, o máximo que poderíamos ingerir diariamente.

Observando a imagem percebe-se que se, por exemplo, tomarmos dois copos de leite, comermos dois ovos e mais uma posta média de peixe (pescado ou estes outros mais comuns) não atingimos nem 9 mcg. Então, na realidade, atingir a recomendação de 15 mcg de vitamina D através dos alimentos não é uma tarefa muito fácil. E sim, nosso querido sol é a nossa principal fonte. Só lembre que o protetor solar bloqueia a síntese da vitamina D. Então, alguns minutos de sol nos braços e pernas é o ideal. E não, colocar apenas o rosto e as mãos no sol não vale! Isso só vai te trazer uma coisa: rugas! hehe É importante estar com trajes de banho e ficar pelo menos 20 minutos no sol. Depois desse período você pode passar filtro solar e ficar com a consciência bem tranquila.

Abraços, 

Gi e Dé! (:

1.  Institute of Medicine, Food and Nutrition Board. Dietary Reference Intakes for Calcium and Vitamin D. Washington, DC: National Academy Press, 2010.
2. IOM (Institute of Medicine), 2011. Dietary Reference Intakes for Calcium and Vitamin D. Washington, DC: The National Academies Press

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

La Noche Mexicana // Receitas

Hoje o Desbananando vai te mostrar o quão simples e fácil pode ser receber os amigos para uma "Noche Mexicana"!


Nachos, Guacamole e Sour Cream! Um jantar simples, barato, de-li-ci-o-so e super fácil de fazer. Duvida? Então dá uma olhadinha nessas receitas:

NACHOS
1 pacote Doritos
300g carne moída 
½ cebola
Alho e sal
Queijo Cheddar

1) Refogar a cebola e o alho. 
2) Adicionar a carne moída e refogar. Pode ser feito com carne de panela também e fica uma delícia. É só dar uma dourada na carne numa frigideira e levar para a panela de pressão por 30min. Desfie e reserve.
3) Num refratário, colocar os doritos, a carne moída (ou desfiada, se for a carne de panela), cobrir com queijo cheddar e levar ao forno por 10 minutos. 
4) Servir com sour cream e guacamole. Confesso que cai suuuper bem com uma cervejinha bem gelada. Te controla nutri!!

GUACAMOLE
¾ abacate grande
1 tomate picado
½ xícara cebola picada
4 col. sopa suco limão
Pimentão verde picado
Sal/pimenta

1) Picar o abacate em pedaços grandes e amassar um pouco (deixando alguns pedaços mais inteirinhos). 
2) Misturar todos os outros ingredientes e temperar com sal e pimenta. 

SOUR CREAM
suco de ½ limão
¾ lata creme de leite
Sal a gosto

1) Misturar bem os ingredientes e colocar em um local quente por aproximadamente 30 minutos. A textura vai ficando mais cremosa com o calorzinho. 


Ai é só tirar os nachos do forno e comer com o guacamole e o sour cream.


Tá esperando o quê? Get cooking!

Beijos,
Dé e Gi 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Biscoito Recheado Saudável // Videos de Receitas

O Desbananando foi para a cozinha! Olha o que a gente aprontou por lá!

Bolachas recheadas nunca foram uma boa opção de lanche. Mas quem sabe, com uma receita alternativa não conseguirmos chegar num lanchinho nutritivo?


Biscoito Recheado Saudável com Manteiga de Coco
A receita dos biscoitos foi retirada do BioBlog: o blog da Bioporã Manteigas Veganas Artesanais. A Bioporã vende a Manteiga de Coco (que é sensacional, by the way!) que foi utilizada nessa preparação. O Blog tem várias receitas bacaninhas e os produtos podem ser adquiridos no site da empresa: http://www.biopora.com/


Manteiga de Coco - Bioporã
Vamos à receita:

Ingredientes:
- 1/2 xícara de castanha de caju 
- 1/2 xícara de amêndoas
- 1/2 xícara de uva-passa preta hidratada por 4h
- 1 colher de sopa de cacau em pó
- 2 colheres de sopa de Manteiga de Coco Bioporã
- 1 gota de extrato de baunilha natural (opcional)


Ingredientes utilizados
Modo de preparo:
Liquidifique as castanhas e amêndoas fazendo uma “farinha” e reserve. Liquidifique a uva-passa até fazer uma espécie de geléia bem pastosa (acrescente aos poucos a água da hidratação). Misture a geléia de uva-passa com a farinha de castanhaamêndoa e o cacau em pó até obter uma massa homogênea e com liga para moldar as bolachinhas. Dica para facilitar o processo: unte as mãos e primeiro faça bolinhas como brigadeiro. Depois, amasse as bolinhas e molde as bolachinhas.

Recheio: derreta 2 colheres de sopa de manteiga de coco em banho-maria, pingue 1 gota de extrato de baunilha natural, misture e deixe em temperatura ambiente por alguns minutos, pois para rechear os biscoitos é ideal que a Manteiga de Coco esteja com consistência pastosa (não muito líquida) e isso acontece quando ela volta a esfriar.
Após a montagem das bolachinhas com o recheio, elas já podem ser consumidas logo em seguida, mas se desejar uma consistência mais “crocante” deixe repousar 30 minutos na geladeira antes de servir. 


Clica aí no nosso vídeo pra desbananar a receita (ou umas risadas):





    A receita foi MEGA aprovada pela gente! O sabor é indescritível, bem melhor que um biscoito recheado, que normalmente vai conter farinha refinada, muito açúcar e gordura vegetal (trans), dentre outros mil aditivos. Bem pelo contrário, esta é riquíssima em nutrientes, principalmente, em gorduras do "bem": as insaturadas, tanto poli, quanto monoinsaturadas. Além disto, por ela conter bastante dessas gorduras, ela sacia muito, duas a três bolachas já nos deixaram satisfeitas! (: 




Bon appétit!

Beijos carinhosos
Dé e Gi 


Referências:

http://bioblogue.wordpress.com/tag/manteiga-de-coco-biopora/

http://biopora.com

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Desbananando e Palpitadas.com // Receitas

O Desbananando se uniu ao Palpitadas.com para trazer para vocês leitoras uma receita maravilhosa!


Na semana passada o site Palpitadas.com postou uma receita que nos deixou de boca aberta: Creme de Mandioquinha com Ricota
Imagina esse creme, quentinho, servido nesse pão italiano! É simplesmente irresistível! De comer escutando Piaf. Bem acompanhado. E tomando um bom vinho. 



Pra quem não conhece, o Palpitadas.com traz notícias, dicas e opiniões voltadas para as áreas da Cultura, Beleza, Gastronomia, Qualidade de Vida, Moda, Saúde e Viagens (ou seja, as meninas dão palpites em praticamente todos os assuntos que mais nos interessam). As "palpiteiras" são Patrícia Castro e Stéphanie Perrone, ambas jornalistas, cada uma atuando num ramo diferente. 

/// Para acessar a receita na íntegra, acesse: http://www.palpitadas.com/conheca-os-beneficios-da-mandioquinha/

A mandioquinha também é conhecida por batata-baroa, aipim branco, cenoura amarela e batata-salsa. Em inglês a denominação é mais estranha ainda: arracacha. Trata-se de um alimento riquíssimo em diversos micronutrientes (vitaminas e sais minerais) e boa fonte de energia - as raízes da planta apresentam cerca de 25g de carboidrato a cada 100g.
Os maiores produtores brasileiros são Paraná e Minas Gerais, e o Estado de São Paulo representa o principal mercado brasileiro.

O Desbananando analisou a lista de ingredientes do Creme de Mandioquinha com Ricota do Palpitadas.com e calculou a informação nutricional da refeição. Dá um confere ai na tabela:


Os ingredientes listados na receita rendem 3 porções. Cada porção tem aproximadamente 260 calorias. Pode ser uma bela, nutritiva e pouco calórica opção de jantar para quem está tentando perder uns quilinhos. Para aqueles que estão em dia com a balança vale a pena investir em algumas iscas de filé ou qualquer fonte proteica que lhe pareça interessante com o prato. Vale também dar umas beliscadas no pão! 
  
A mandioquinha garante uma atrativa quantidade de fibra por porção: 3,2 g. Além disso é riquíssima em potássio! Uma porção do creme tem cerca de 715 mg do mineral. Pacientes com insuficiência renal devem evitar alimentos com muito potássio, então fique de olho!
A ricota, por sua vez, fornece uma boa quantidade de cálcio para a refeição: são 34mg a cada 1/3 da receita! Além de potássio e cálcio, a receita é boa fonte de fósforo e magnésio! 

E ai, já usou a mandioquinha nas tuas preparações? Um purê de mandioquinha tem seu valor!

Um beijão
Dé e Gi ;)


Referências:
PIRES, Tatiana da Costa Raposo; VEIGA, Erika Matos da  e  FINARDI FILHO, Flávio.Enzimas amilolíticas de mandioquinha-salsa (Arracacia xanthorrhiza Bancroft.). Ciênc. Tecnol. Aliment. [online]. 2002
HENZ, Gilmar Paulo  e  REIFSCHNEIDER, Francisco José B.. Modernização das embalagens da mandioquinha-salsa e sua comercialização no atacado paulista.Hortic. Bras. [online]. 2004

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Importância da Vitamina D // Discussões



Vocês sabiam que a vitamina D tem diversas funções importantes? E que sua deficiência é mais comum do que você pensava? Nos acompanhe nessa discussão!



Diversos estudos atuais, das mais variadas regiões geográficas (mundiais!), tem reportado uma alta prevalência da deficiência da vitamina D [1,2,3]. Sua deficiência é mais comum no período do inverno [4,5].
Por que? A síntese endógena de vitamina D é dependente da exposição aos raios UVB [8], que, obviamente é menor no inverno - tanto pela posição solar, quanto pelos hábitos durante a estação mais fria do ano (maior tempo dentro de lugares fechados, uso de roupas mais fechadas, dentre outros). Assim como na população em geral, os atletas também não atingem a recomendação diária da vitamina [4,5,6,7]. Segundo revisão recente, a maioria dos estudos com atletas indica uma prevalência de mais de cinquenta por cento dos indivíduos da amostra com insuficiência de vitamina D (valores correspondentes a uma concentração <30 ng.mL-1) [8]. Outros fatores que podem interferir na adequada síntese endógena da vitamina D envolvem pigmentação da pele [9], treinos em horários extremos (cedo da manhã ou a noite) [9] ou em ambientes fechados [4], localização geográfica [5] e uso de protetor solar [10].

Por que a vitamina D é tão importante?


Dentre as mais variadas funções fisiológicas que a vitamina D está envolvida, você, provavelmente, já ouviu falar na sua relação com a saúde óssea. Sim, ela realmente é importante! Você provavelmente já viu a vitamina associada a suplementos de cálcio. E isto tem justificativa! A vitamina D está envolvida na regulação da absorção intestinal de cálcio [11,12,13]. Assim sendo, por mais que sua alimentação seja rica em cálcio ou mesmo que você suplemente o mineral, se houver deficiência, ou até mesmo insuficiência da vitamina D, a absorção do cálcio pode não estar ocorrendo de forma plena. Fique de olho, pois a vitamina D está diretamente relacionada à densidade mineral óssea (DMO) [14], isto é, de uma forma chula, a concentração de tecido ósseo (tecido ativo) em determinado volume de osso. Patologias como osteopenia e osteoporose são caracterizadas por baixa DMO. A vitamina D também é importante para a prevenção de lesões ósseas, tanto em sedentários, quanto em indivíduos ativos [14,15,16].

          Outra função muito interessante da vitamina D é sua relação com a dor e fraqueza muscular. Imagine você que frequentes crises de dores musculares podem ser resolvidas com uma simples suplementação de vitamina D! Não estamos dizendo que em caso de dor você deve recorrer à suplementação. Não! Mas isto deve entrar na investigação do caso, pois estudos correlacionam os baixos níveis séricos da vitamina com a dor muscular [17,18] e já há evidências de que a suplementação foi capaz de reduzí-la [19,20].
             
E como se ela não pudesse ser mais incrível, recentemente, sua relação com a imunidade foi estabelecida. Algumas hipóteses ressaltam que epidemias do vírus da influenza e outras infecções características do inverno poderiam estar diretamente relacionadas com a deficiência sazonal de proteínas antimicrobiais (PAM), secundária à deficiência da vitamina D [21].


 Vamos dar mais importância pra vitamina D?! Acho que ela merece!

            No próximo post vamos falar um pouco sobre a recomendação de vitamina D diária, se podemos obtê-la através dos alimentos e, se sim, quais alimentos.

 Beijos,
 Gi e Dé! (:


Referências:

1. Lips, P. (2007). Vitamin D status and nutrition in Europe and Asia. The Journal of Steroid Biochemistry and Molecular Biology, 103(3-5), 620–625
2. Zittermann, A. (2003). Vitamin D in preventive medicine: Are we ignoring the evidence? The British Journal of Nutrition, 89(5), 552–572
3. Chen, T.C., Chimeh, F., Lu, Z., Mathieu, J., Person, K.S., Zhang, A., et al. (2007). Factors that influence the cutaneous synthesis and dietary sources of vitamin D. Archives of Biochemistry and Biophysics, 460(2), 213–217
4. Halliday TM, Peterson NJ, Thomas JJ,et al. Vitamin D status in relation to diet, lifestyle habits and injury in college athletes. Med. Sci. Sports Exerc.
5. Lehtonen-Veromaa M, Mottonen T, Irjala K,et al. Vitamin D intake is low and hypovitaminosis D common in healthy 9- to 15-year-old Finnish girls.Eur. J. Clin. Nutr. 1999; 53:746Y51
6. Clark M, Reed DB, Crouse SF, Armstrong RB. Pre- and post-season dietary intake, body composition, and performance indices of NCAA division I female soccer players.Int. J. Sport Nutr. Exerc. Metab. 2003;13:303Y19.
7. Ziegler P, Nelson JA, Barratt-Fornell A, Fiveash L, Drewnowski A. Energy and macronutrient intakes of elite figure skaters.J. Am. Diet. Assoc. 2001; 101:319Y25.
8. Larson-Meyer DE, Willis KS. Vitamin D and athletes. Curr Sports Med Rep. 2010 Jul-Aug;9(4):220-6. doi: 10.1249/JSR.0b013e3181e7dd45.
9. Hamilton B, Grantham J, Racinais S, Chalabi H. Vitamin D deficiency is endemic in Middle Eastern sportsmen.Public Health Nutr. 2010: 15:1Y7.
10. Matsuoka LY, Ide L, Wortsman J, MacLaughlin JA, Holick MF. Sunscreens suppress cutaneous vitamin D3 synthesis.J. Clin. Endocrinol. Metab. 1987; 64:1165Y8
11. Holick MF. Vitamin D deficiency.N. Engl. J. Med. 2007; 357:266Y81
12. Holick MF, Chen TC. Vitamin D deficiency: a worldwide problem with health consequences.Am. J. Clin. Nutr. 2008; 87:1080SY6S
13. Zittermann A. Vitamin D in preventive medicine: are we ignoring the evidence? Br. J. Nutr. 2003; 89:552Y72
14. Bischoff-Ferrari, H.A., Giovannucci, E., Willett, W.C., Dietrich, T., & Dawson-Hughes, B. (2006). Estimation of optimal serum concentrations of 25-hydroxyvitamin D for multiple health outcomes. The American Journal of Clinical Nutrition, 84(1), 18–28
15. Ruohola, J.P., Laaksi, I., Ylikomi, T., Haataja, R., Mattila, V.M., Sahi, T., et al. (2006). Association between serum 25(OH)D concentrations and bone stress fractures in Finnish young men. Journal of Bone and Mineral Research, 21(9), 1483–1488.
16. Lappe J, Cullen D, Haynatzki G,et al. Calcium and vitamin d supplementation decreases incidence of stress fractures in female navy recruits. J Bone Miner. Res. 2008; 23:741Y9
17. Plotnikoff GA, Quigley JM. Prevalence of severe hypovitaminosis D in patients with persistent, nonspecific musculoskeletal pain. Mayo Clin. Proc. 2003; 78:1463Y70
18. Macfarlane GJ, Palmer B, Roy D,et al. An excess of widespread pain among South Asians: are low levels of vitamin D implicated? Ann. Rheum. Dis. 2005; 64:1217Y9
19.  Al Faraj S, Al Mutairi K. Vitamin D deficiency and chronic low back pain in Saudi Arabia.Spine (Phila Pa 1976). 2003; 28(2):177Y9.
20. de Torrente de la Jara G, Pecoud A, Favrat B. Musculoskeletal pain in female asylum seekers and hypovitaminosis D3. BMJ. 2004; 329: 156Y7

21. Cannell JJ, Zasloff M, Garland CF, Scragg R, Giovannucci E. On the epidemiology of influenza.Virol. J. 2008; 5:29

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Los Paleteros: a saga continua // Desbananando rótulos

Chegou a hora de analisar as versões frutadas dos picolés mexicanos Los Paleteros! Curiosos?


Depois de desbananar os rótulos das paletas mais vendidas (e certamente mais gordinhas), resolvemos ir mais a fundo nas informações nutricionais das versões frutadas, e verificar se realmente elas são feitas à base de fruta como promete o fabricante!
A tabela mostra, novamente, as informações em 120g, porção comum a todos os sabores.

Vamos a análise! Surpresa boa!
Ficamos felizes ao ver a quantidade de fibras na paleta de Goiaba: 3g! É a campeã no quesito fibra! E olha, muito bacana isso hein! Mostra que realmente essas paletas são elaboradas a base da fruta. E pra quem achou pouco, a maioria das barras de cereal disponíveis no mercado não tem nem metade dessa quantidade!
A lista de ingredientes (polpa de goiaba, água, açúcar, glucose, suco de limão e estabilizante goma guar e carboximetilcelulose) confirma: o picolé é feito à base de fruta e as fibras são naturais, fato que deve ser comemorado pois vivemos numa era em que até as fibras alimentares são sintéticas! Eu gostaria de ver aqui uma análise também de micronutrientes, pois se o picolé é realmente feito à base de goiaba certamente ele tem uma boa quantidade de vitamina C, por exemplo. Já diria a mestre Márcia Vitolo: "Quer atingir a recomendação de vitamina C do dia? Dá uma mordida numa goiaba. Já basta!".

Demais paletas tem um teor de fibra entre 0,6 a 2g por porção, com exceção das paletas de Limão, Maracujá e Abacaxi que não contém fibra. Olhando os ingredientes é fácil descobrir o por quê da paleta Limão não conter fibra. Ela é feita com suco de limão em pó! Buuuu pra ti, paleta de Limão! Já a paleta de abacaxi apresenta como primeiro e segundo ingredientes: abacaxi e polpa de abacaxi. E a de maracujá, apesar de não ser no primeiro ingrediente (ela contém mais água e açúcar) também possui suco e polpa da fruta na composição. Weird! Deveria ter fibra. Pode ter sido um erro de digitação. O Desbananando contatou o fabricante que prontamente respondeu dizendo que a equipe responsável está apurando essa informação. Ficamos no aguardo!

De acordo com a nova legislação (1) um alimento é considerado fonte de fibras se ele tem 2,5g na porção - a legislação anterior (2) exigia 3g de fibras em 100g do alimento. De qualquer forma, a única paleta Los Paleteros que podemos considerar fonte de fibras é a de goiaba. 

Agora vamos dar uma olhadinha na lista de ingredientes:


O fabricante anuncia "Paletas frutadas: naturais, sem corantes e conservantes, com pedaços de fruta de verdade". De fato, a maioria dos picolés apresenta a própria fruta como primeiro ingrediente. Também é fato que não há corantes nas listas. No entanto, a alegação de não conter conservantes é questionável. O acidulante INSS 330, mais conhecido como ácido cítrico e presente na paleta de Limão, é um conservante. Natural, mas inevitavelmente conservante. É autorizado para uso segundo as Boas Práticas de Fabricação (3), e neste caso não há como saber se foi adicionado ou se veio com o limão. Como a lista de ingredientes mostra suco de limão em pó, fica a dúvida... Talvez o fabricante possa nos esclarecer isso melhor. A empresa foi contatada quanto a essa questão também e assim que tivermos um retorno atualizamos o post.

Olhando o valor energético percebe-se o quanto as paletas frutadas tem menos calorias que as demais. 
Então já sabe, bateu a vontade de um doce depois da refeição: vai nas frutadas, e sim, elas são deliciosas! Se o dia é de gordice, quem sabe dividir a paleta não seja a melhor opção? Gente, elas são beeeem grandes... A maioria dos nossos picolés tem menos da metade do peso das paletas mexicanas. Enquando as paletas pesam, todas, 120g, uma unidade do picolé de Limão Fruttare (Kibon) tem 58g e o La Frutta de Limão (da Nestlé) 61g. 

E aí, gostaram da análise? Que tipo de alimento vocês gostariam que fossem "desbananados" aqui? O Desbananando quer ouvir você! Mande suas sugestões pra gente!

Um grande beijo, lambuzado 
Dé e Gi ;)

Referências:
1. Resolução RDC nº 54, de 12 de novembro de 2012.
2. Portaria nº 27 , de 13 janeiro de 1998 - ANVISA
3. RDC nº 45, de 3 novembro de 2010 - ANVISA

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Picolés Los Paleteros // Desbananando Rótulos

Já diz o ditado, uma imagem vale mais que mil palavras...


Los Paleteros - Morango com Leite Condensado

Água na boca? Se você, assim como nós, ficou louco por essa delícia, acompanha aqui uma análise nutricional dos Los Paleteros!


Já provou uma “paleta” Los Paleteros? Não conhece?
O Los Paleteros é uma empresa brasileira, com franquias no Rio Grande do Sul (Shoppings Iguatemi, Barra Shopping e Praia de Belas), Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
Receitas de “paletas” vindas do México, produzidas artesanalmente a base de frutas. A unidade pesa 120g, o que representa uma versão meio que jumbo dos picolés que até então estávamos acostumados a comer por aqui. Os valores variam de 6 a 8 reais e quem prova, meu amigo, quem prova, se apaixona! O sabor é, realmente, único! Eu confesso, sou paleteromaníaca.

E o valor nutricional do produto?
Acompanhem na tabela abaixo. Nessa tabela tentei comparar os queridinhos dos porto-alegrenses, os mais vendidos por aqui. A tabela mostra os valores em 120g, peso comum a todos os sabores.




VALOR ENERGÉTICO: Se engana quem pensa que Morango com Leite Condensado (e é leite condensado mesmo gente, eu já comi esse!) é o campeão em calorias. A paleta de Paçoca ganha longe nessa disputa. São 337 calorias, mas 337 calorias de puro prazer eu diria! A paleta tem pedaços gigantes de paçoca , é deliciosíssima. Talvez seja melhor dividir com a amiga... Ou caprichar no exercício depois.
Quem procura uma sobremesa de poucas calorias deveria mesmo era se jogar nas versões frutadas. Abacaxi com Pimenta é, certamente um dos picolés de fruta mais incríveis que eu já provei. É bem apimentado mesmo! E olha que eu sou a rainha das pimentas, daquelas que deixa o sushi verde de tanto wasabi.

PROTEÍNAS: A paleta com maior teor de proteína é justamente a mais calórica delas, Paçoca. 

GORDURAS TOTAIS: Palmas para Morango com Leite Condensado e Abacaxi com Pimenta que apresentam os menores teores de gordura total. Todas as frutadas, aliás, não contém gordura alguma. Aqui novamente a paleta de Paçoca liderando o ranking, com 14g de gorduras totais.

GORDURAS SATURADAS: Shame on you, Brigadeiro, com 6,9g de gordura saturada! A paleta de Paçoca, apesar de ter o maior teor de gordura, tem somente 2,7g de gordura saturada. Pelo menos isso né? A gordura saturada* deve ser evitada, uma vez que pode aumentar o risco de dislipidemias (alteração no nível de lipídios/lipoproteínas no sangue, principalmente, colesterol e triglicerídeos) e de doenças cardíacas. 

GORDURAS TRANS: Aqui sim algo bem preocupante! A paleta de Doce de Leite, que até então estava quietinha no canto dela, apresenta 2g de gordura trans. A recomendação é que seja consumido o mínimo possível. Segundo a OMS, a ingestão não deve ultrapassar 1% do valor energético total da dieta. Isso significa que, em que uma dieta de 2000 kcal, o máximo a ser ingerido por dia são 2g (quantidade presente na paleta). Não podemos esquecer que, infelizmente, muitos produtos disponíveis no mercado contém gordura trans atualmente. Para quem não sabe, existe uma brecha na legislação* vigente que permite que o fabricante declare o produto "livre de gordura trans" caso a quantidade presente em uma porção seja igual ou menor que 0,2g. Isso não significa que o produto não tenha gordura trans. Isso só significa que a quantidade por porção não é considerada significativa para ir no rótulo. E essa porção geralmente não representa o que, de fato, é ingerido. Por exemplo: a porção da maioria das bolachas recheadas é 2 1/2 bolachas, ou no máximo 3 bolachas. Ok, para essa porção a quantidade de gordura trans não é significativa, ou seja, não passa de 0,2g. Mas quem pega um pacote de bolachas e come só 2 bolachas e meia?


SÓDIO: Novamente a Paçoca nos fazendo repensar nossa escolha. 107mg de sódio na porção. Esse sódio certamente vem nos pedaços de paçoca que são adicionados ao produto. Mais uma vez Abacaxi com Pimenta dando show. Nada, zero, nothing, de sódio. Yay!

FIBRAS: Como era de se esperar das paletas cremosas e recheadas, nada ou quase nada de fibra. O que é estranho é a paleta de Abacaxi com Pimenta não conter fibras também. Na lista de ingredientes, a empresa cita abacaxi como primeiro ingrediente e polpa de abacaxi como segundo. Onde foram parar as fibras do abacaxi então, senõr Alejandro?

E os ingredientes? O que nos dizem?


É fácil perceber que todas as paletas analisadas contém os mesmos estabilizantes (utilizados para manter a aparência e condições físicas do alimento - o biscoito de mantém crocante, o bolo não murcha, etc). A goma guar, retirada do feijão, é uma fibra alimentar solúvel utilizada desde 1950. O carboximetilcelulose é muito utilizado em sorvetes por ser capaz de estabilizar e homogeneizar o sistema complexo de ar, água e gordura, evitando a separação dos cristais. As paletas de Paçoca, Doce de Leite e Brigadeiro ainda possuem outros aditivos adicionados. Felicidade é ver o morango e o abacaxi como primeiro ingredientes das paletas de Morango com Leite Condensado e Abacaxi com Pimenta. A paleta de Doce de Leite contém gordura de palma, que tem sido utilizada como forma de substituição da gordura trans. O óleo de palma, apesar de ser rico em vitamina E e conter ácidos graxos insaturados e poliinsaturados, apresenta 50% da gordura na forma saturada. Not good! 
Por enquanto, então, se tiver que escolher entre essa opções fique com Morango com Leite Condensado ou com a de Abacaxi com Pimenta. O Desbananando também vai analisar as Paletas frutadas, individualmente, e ver se realmente elas são feitas a base de fruta como prometido. Quem sabe não encontramos uma opção bem mais saudável pra nossa sobremesa? No próximo post você confere essa comparação. 

Beijos e boa semana a todos
Dé e Gi ;)

Referências:
1. Resolução RDC no 360, de 23 de dezembro de 2003.
2. Slavin JL, Greenberg NA. Partially Hydrolyzed Guar Gum: Clinical Nutrition Uses. Nutrition, 2003.
3, HEBBEL, Hermann Schimidt. Aditivos y Contaminantes de Alimentos. Editora Fundacion Chile: Santiago, 1979.
4. Guia Alimentar para a População Brasileira - Ministério da Saúde, 2006