sábado, 28 de junho de 2014

Uma estratégia de Nutrição seria um dos motivos pelo Brasil já estar nas quartas de final?

Para quem não sabe a seleção Brasileira está com uma vantagem diante das demais.

A seleção acertou em cheio, buscou uma comissão técnica com conhecimento científico para obter melhores resultados em campo. E o segredo esta todo na HIDRATAÇÃO, isso mesmo! Seria isso um dos fatores que a trouxe até aqui?


O futebol é, em particular, um esporte de difícil controle da hidratação, uma vez que apresenta poucas oportunidades para a reposição hídrica. A não ser pelo intervalo de quinze minutos entre os tempos da partida, só resta algumas paradas técnicas que por ventura surgem. É por esse motivo que não somente a hidratação durante o treino é importante, mas também a hidratação pré-treino (iniciar a partida bem hidratado) e atentar para minimizar a desidratação acumulada, a qual pode resultar do acúmulo de treinos ou partidas seguidas (como na Copa do Mundo).

E como foi feita a estratégia da seleção Brasileira?

Em esportes coletivos não é raro de se ver as mesmas prescrições para todos os jogadores, às vezes, até mesmo de macronutrientes. Cada um dos nossos 23 jogadores foram estudados este ano para definir exatamente quanto de líquido e eletrólitos cada um perde por partida. E não para por aí, o Brasil, sede da Copa, como um país grande e de diversos climas também exige uma estratégia para cada região em que será jogada a partida.

A equipe passou por testes, dentre eles: pesagem pré e pós treino/jogo para verificar perda de líquidos e a utilização de uma gaze colada ao corpo, a fim de absorver o suor para posterior análise de minerais perdidos.

Os resultados foram surpreendentes! As variações de peso mostraram que alguns atletas perdem 0,3L de líquidos (ou seja, pouco suam) e outros tem perdas de 1,3L, mostrando uma diferença de quase cinco vezes maior ou menor entre um jogador e outro. Já a perda de minerais foi ainda mais assustadora, a diferença chegou a 300% entre os atletas.

Não tem jeito mesmo, a seleção que tiver a melhor estratégia de hidratação estará em grande vantagem, podendo se igualar ou ser superior àquelas com melhor técnica.

Já em oitavas de final, você já deve ter percebido as notícias:
“Itália sofre com o calor”
“Copa 2014: Jogadores ingleses sofrem com o forte calor e recorrem até a borrifadores de água
“Croatas sofrem com o calor de Salvador”
“Italianos sofrem com o calor de Manaus e citam alucinações”

E por que a hidratação é tão importante? Que prejuízos trazem a desidratação?

A desidratação diminui a capacidade do corpo de redistribuir o sangue para a periferia, diminui a sensibilidade hipotalâmica para a sudorese e diminui a capacidade aeróbica para um dado débito cardíaco.

No início do exercício há uma diminuição do volume plasmático, que é diretamente influenciado pela intensidade do exercício. Durante o exercício a redução progressiva do volume plasmático pode ser compensada pela ingestão de líquidos. Ou seja, quanto maior a reposição de líquidos, menor a variação do volume plasmático. E, ainda, a redução pode ser prevenida se a ingestão de líquidos for igual às taxas de perda de líquidos. 
Rá, lembra do que falamos acima?

As taxas de desidratação, mesmo que pequenas (1%), também estão relacionadas com o aumento do esforço cardiovascular. Na desidratação há um aumento desproporcional da frequência cardíaca (FC) e o corpo também diminui sua capacidade de transferir o calor transformado a partir da contração muscular para a superfície da pele (onde poderia ser dissipado para o ambiente).

A boa notícia é que o Débito Cardíaco (DB) e o volume de ejeção não diminuem com uma ingestão adequada de líquidos. Logo, a ingestão de líquidos durante o exercício pode atenuar o desenvolvimento da hipertermia através da manutenção do fluxo sanguíneo para a pele (9).

Em consultório percebo que os pacientes dão pouca importância para hidratação, por não saberem de sua importância. Na maioria das vezes se hidratam durante o exercício, mas esquecem de que já deveriam chegar ao treino hidratado. E, agora, vão prestar mais atenção?

Enquanto isto, o Desbananando segue na torcida pelo Brasil!


Abraços a todos,
Gi e Dé!
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FC = número de batimentos por minuto.
Vol. Ej = Quantidade de sangue (volume) bombeado a cada contração
DC = FC X VS = é o volume total de sangue bombeado pelo ventrículo esquerdo por minuto, ou simplesmente o produto entre a frequência cardíaca e o volume de ejeção.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Penne Mediterrâneo // Receitas

Porque pinhão é vida!

Adoro quando tenho em casa ingredientes "exóticos" e ao mesmo tempo neutros, que vão bem com vários sabores diferentes. O pinhão é um deles! Totalmente versátil, pode ser utilizado nas mais diversas preparações. Há tempos venho planejando fazer um risoto de quinua com pinhão e castanha que vi num blog. Semana passada meu amigo me disse que faz um filé com crosta de pinhão e coco ralado tostado. Hmmm... o pinhão não saia do pensamento.

Hoje tava inspirada e apesar de ser segunda-feira, queria preparar uma jantinha gostosa. Resolvi fazer esse Penne Mediterrâneo, que leva cebola, tomate, manjericão (da horta), ricota e pinhão! Ficou uma delícia e agora compartilho a receita (facílima e super rápida) com vocês!

Penne Mediterrâneo com Pinhão
Ingredientes (quantidade para duas pessoas aproximadamente)

. 200 g de penne
. 2 colheres (sopa) de azeite
. 1/2 cebola picada
. 1 tomate grande maduro picado
. 1 xícara (chá) de pinhão cozido, picado em rodelas
. 50 g de ricota fresca esmigalhada
. Sal e pimenta-do-reino a gosto
. 1 colher (chá) de orégano ou chimichurri
. folhas de manjericão picada
. 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado

Modo de preparo

1. Em uma panela, ferva 2 litros de água com uma colher (sopa) de sal. Junte o macarrão de uma só vez e cozinhe até ficar al dente.
2. À parte, aqueça o azeite numa panela e doure a cebola.
3. Ponha o tomate e refogue por 5 minutos.
4. Junte o pinhão, a ricota, o sal, a pimenta, o orégano e misture com cuidado.
5. Escorra o macarrão e junte-o ao molho.
6. Acrescente o manjericão. Polvilhe o parmesão e sirva.

Uma ótima semana a todos! Beijos no coração, 

Dé e Gi

sábado, 14 de junho de 2014

Risoto de Moranga com Gorgonzola // Receitas

Que tal uma receitinha deliciosa pra fazer em casa?


Tentando resolver o que faria de almoço hoje, abri a geladeira e lembrei do queijo gorgonzola que sobrou das brusquetas da semana. Corri pra internet e procurei uma receita. A primeira que apareceu: Risoto de Moranga com Gorgonzola. Já podia sentir o gostinho docinho da moranga misturado com o sabor intenso e inigualável do gorgonzola. Não tive dúvidas: essa mesmo! Vamos à receita!

Ingredientes
1,5 litros de caldo de frango ou legumes
400g de moranga 
2 colheres (sopa) de azeite
1 xícara (chá) de cebola picada
2 xícaras (chá) de arroz arbóreo
1/2 xícara (chá) de vinho branco seco
50g de queijo parmesão ralado grosso
80g de queijo gorgonzola 


Modo de Preparo
1. Cozinhe a moranga no caldo de frango até amolecer. Bata no liquidificador
2. Refogue a cebola no azeite e junte o arroz até que ele fique transparente.
3. Adicione o vinho e mexa até que todo o álcool tenha evaporado.
4. Vá adicionando o creme de moranga que foi batido com o caldo pouco a pouco.
5. Quanto estiver pronto, acrescente os queijos. Reserve um pouco de gorgonzola para decorar.

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça! Finalizei com nozes moídas e azeite de oliva! No finalzinho ainda fiz um pequeno teste, coloquei umas pedrinhas de sal grosso com pimenta (que trouxe da Espanha) e um fio de mel. De comer ajoelhado!
Toque final: nozes moídas e manjericão para decorar

Risoto de Moranga e Gorgonzola 

Te manda pra cozinha!! hehe

Bom final de semana a todos! 

Beijos,
Dé e Gi


sexta-feira, 13 de junho de 2014

A alimentação no país ibérico // Curiosidades

Tá indo viajar para a Espanha em breve ou simplesmente quer aprender um pouquinho mais sobre a cultura do país? E tem alguma coisa que caracteriza melhor uma determinada população do que a sua alimentação?


Nutricionalmente falando, a alimentação dos espanhóis é de dar inveja. Com origens na dieta mediterrânea, o dia-a-dia envolve muitos frutos do mar, frutas, legumes, especiarias e muito azeite de oliva. E que azeite de oliva! O sabor é simplesmente divino e as pessoas tem o costume de usá-lo para todos os tipos de preparações, inclusive em frituras. 
A culinária da Espanha é uma das mais diversificadas de todo o mundo. Cada região do país possui suas próprias especialidades, e mesmo os pratos mais típicos possuem variações de acordo com a região em que são feitos.
Recentemente estive em Madri e pude provar alguns dos pratos típicos. O primeiro prato a quem fui apresentada foi o Gazpacho, uma sopinha gelada que ganhou meu coração. Que delícia! Ela leva tomate (muito tomate, cerca de 4-5kg), pepino, pimentão, cebola, alho e pasmem, melancia. Deve ser ela quem dá aquela refrescância toda. E que bomba de nutrientes hein?! 
Gazpacho Andaluz
Também provei o típico prato espanhol Tortilla de Patata, que é um omelete de batatas, preparado com, adivinha, muito azeite de oliva. Já fiz aqui em casa e ficou muito bom. Prometo fazer um post explicando como preparar!
Ainda em Madri, ainda tive a oportunidade de comer uma legítima Paella, com caldo de peixe feito em casa, arroz, azeite de oliva, açafrão (que aqui no Brasil é caríssimo), lula e camarão. O pessoal usa aquelas "paelleras", que são como frigideiras gigantes, e faz na churrasqueira para que o calor seja forte o suficiente e uniforme, já que a panela é grande. Outro prato muito comum nos restaurantes da Plaza Mayor é os Pimientos de Padrón, que são pimentões verdes cozidos com sal, pimenta e azeite de oliva. Um ótimo petisco. Os espanhóis brincam "Uns pican otros no, pero los que pican, pican."
Pimientos de Padrón, Naturbier (Madri, Espanha)
Em Pontevedra, local do mundial, eu precisava de muito carboidrato. Eu e o Talles Medeiros (melhor brasileiro no mundial: 4º na categoria dele) descobrimos um restaurante italiano e fizemos TODAS as nossas refeições ali. Logo no primeiro dia já experimentei o que a região da Galícia tem de melhor: os frutos do mar. Olha que massa linda! Com lagostine, camarão, marisco, ostra e lula.
Massa com frutos do mar, Il Piccolo Ristorante (Pontevedra, Espanha)
Já em Barcelona, depois da competição, foi hora de se jogar dentro de um balde de Sangria. 500ml de pura alegria! Junto com ela, as tradicionais e saborosas Tapas! Heaven!
Tapas de Bacalhau, Creme de Siri no Pimentão e Salmão com Enguias e Ovas de Caviar,
 Txapela (Barcelona, Espanha)
Sangria, Txapela (Barcelona, Espanha)
Também na cidade catalã, provei as Patatas Bravas. Um prato de batatas com um molho apimentado. Amei! 
Patatas Bravas, Xamfrà Gaudí (Barcelona, Espanha)
Nos mercados públicos das cidades por onde passei uma variedade gigantesca de frutas, jamón (presunto ibérico), frutos do mar grelhados, doces, frutas oleaginosas. No La Boqueria, mercado de Barcelona, uma variedade imensa de coisinhas gostosas. Tomei um suco natural de morango com coco e comprei temperos e alguns docinhos. 
La Boqueria (Barcelona, Espanha)
De volta a Madri conheci o Mercado de San Miguel e enquanto tomava uma cervejinha gelada, experimentava um delicioso Patitas de Calamar, pernas de lula com pimenta, sal e limão. Yummy!
Patitas de Calamar, Mercado de San Miguel (Madri, Espanha)
 Mercado de San Miguel (Madri, Espanha)
No super tudo muuuuito barato comparado ao Brasil. Um chocolate Lindt 70% Cacau, que aqui custa em torno de 16 reais, lá custa 2 euros. Uma Freixenet? 4,50. Vinhos? Os bons custam em média €3. Em todos os parques das grandes cidades, existem tendinhas que vendem tudo que é tipo de fruta oleaginosa. Amêndoas, avelã, pistache, nozes, macadâmia, em simples saquinhos plásticos (me lembrou saquinho de sacolé) são encontradas por €1,50. 
Nas padarias e cafés, uma infinidades de coisas maravilhosas. Nos restaurantes, o Menu del día é geralmente a melhor opção. Você escolhe o primeiro prato, segundo prato, a sobremesa e a bebida (muitos ainda incluem café). Tudo isso por aproximadamente 10 euros. É, difícil é voltar pro Brasil e gastar R$20 - R$25 pra comer numa praça de alimentação de shopping.

Beijos, 

Dé e Gi


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Obesidade Infantil // Nutrição Infantil

Fui convidada para falar sobre obesidade Infantil em uma entrevista e isto acabou me levando a escrever este texto.  Este é um assunto que realmente me comove. Trabalhar a educação nutricional neste período da vida é crucial. Além dos hábitos adquiridos na infância, o estado nutricional também tende a permanecer na vida adulta [1,2]. Ou seja, a criança obesa será um adulto obeso, ou um adulto eutrófico que vai sofrer muito pra se manter no peso adequado.





Prevalência

No Brasil, segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2008-2009 a prevalência de excesso de peso é de 33,5% e de obesidade de 14% entre crianças de 5 a 9 anos de idade [3].  A obesidade é caracterizada pelas crianças acima do escore z + 2 ou acima do percentil 97. Já o excesso de peso é caracterizado por todas crianças que estão acima do escore z +1 ou acima do percentil 85, aproximadamente. Para ficar claro, o percentual de excesso de peso inclui também o percentual de obesidade.

Alguns dados otimistas foram publicados neste ano. Nos Estados Unidos a média do percentual de excesso de peso e obesidade não aumentou em comparação aos dados de 2003-2004. Os dados mais positivos foram observados nas crianças de 2 a 11 anos, uma vez que se pôde observar até mesmo uma pequena redução na prevalência do excesso de peso [4].





Figura 1. Na figura acima mostro como funciona uma curva. Esta é uma curva para classificar a circunferência do braço de crianças, mas todas curvas funcionam da mesma maneira. Nela você pode ver a curva em verde, significa o Percentil 50, ou seja, a maioria das crianças da população tem as medidas do P50 e estas são medidas consideradas adequadas. Acima desta linha temos o percentil 85 e o 97. Pode-se perceber que o P97 representa valores bem extremos da curva, é ai que estarão as crianças com obesidade da curva do peso e IMC.

Marketing de Produtos Alimentícios para Crianças

Em abril deste ano a CONANDA (Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente), órgão responsável por elaborar normas gerais da política nacional de atendimento dos direitos da criança e do adolescente, lançou a resolução nº163, a qual considera abusiva a propaganda voltada à criança. A resolução elenca os principais aspectos abusivos utilizados em publicidade infantil: linguagem infantil, excesso de cores e efeitos especiais; trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de crianças; representação da criança; personagens ou apresentadores infantis; desenho animado ou de animação; promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis, entre outros.  Após isso, quarenta e cinco entidades assinaram uma moção de apoio à resolução 163/14 da Conanda. Entretanto, a resolução parece ainda não ter força suficiente contra as grandes empresas alimentícias, uma vez que não estabelece qualquer sanção no caso de descumprimento das orientações.

Obesidade X Produtos Alimentícios


Há quem não veja problema quanto às publicidades dirigidas às crianças. Entretanto estudos sobre os hábitos alimentares dos escolares, tanto em pesquisas nacionais e internacionais, mostram que as crianças frequentemente consomem produtos industrializados, tais como refrigerantes, “fast food”, salgadinhos e biscoitos [5,6,7,8,9,10]. E, ainda, segundo a fonte do “Targeting children with Treats” crianças com excesso de peso aumentam o consumo de alimentos junkfood em 134% quando expostas à sua publicidade. Bom, afinal quem não gostaria de tomar um achocolatado quando a propaganda diz que ele é “seu amiguinho” ou deixar de tomar o cereal se é ele que te da “energia e força”? E uma mãe, por que não dar o iogurte petit suisse se ele “vale por um bifinho”? POIS É. 


 Só que na verdade, produtos processados feitos para serem “prontos para comer” facilitam o consumo exacerbado de calorias, uma vez que estimulam o ato de comer entre as refeições [11,12]. E isto se não substituir as refeições principais. Muito se vê na prática a criança que devora um pacote de balas, por exemplo, perto do horário de uma das grandes refeições e chega à mesa sem fome. Claro, pois ela esta completamente saciada em relação a termos energéticos. O que o organismo dela não consegue perceber de imediato é que não foi consumido nenhum nutriente. 


No meu trabalho de conclusão de curso, trabalhei sobre a influência do consumo de produtos processados (aqueles mesmo que falei há alguns posts atrás) e sua influência no consumo de nutrientes. Na nossa amostra de entorno de 300 crianças, a média de energia diária consumida proveniente de produtos processados foi de – pasmem -  50%. Traduzindo em números simples – mas não reais - uma criança que consome 2000kcal, 1000kcal esta vindo de produtos industrializados, se igualando com a participação de alimentos in natura (arroz, feijão, leite, frutas e verduras) que contribuem para as outras 1000kcal.  Verificamos, ainda, que as crianças que mais consumiam energia da dieta proveniente de produtos alimentícios prontos para o consumo eram também as que consumiam mais calorias, carboidratos, gorduras totais, gorduras saturadas e sódio em comparação às crianças que tinham menor participação de processados no consumo energético total. Também foi visto um MENOR consumo de proteínas e fibras  nas crianças que consumiam um maior percentual de processados.  


            Tudo isto reflete na saúde das crianças, e para não alongar muito o texto, quero deixar que a parte da relação com a saúde você perceba assistindo ao magnífico e emocionante documentário Muito Além do Peso, dirigido por Estela Renner. Crianças pequenas sofrendo e falando de queixas que você juraria que apenas adultos, ou apenas idosos, falariam. Crianças sem qualidade de vida, que tem que se preocupar em medir a glicemia e tomar as injeções de insulina ou que não conseguem correr, pois se sentem muito cansadas. O vídeo é emocionante e me fez chorar em muitas partes, acho inadmissível deixarmos essas coisas acontecerem. Revolte-se você também:





Termino o texto com as últimas falas do documentário e também o desejo, de um dos ídolos nosso aqui do blog, Jamie Oliver:


 “Meu desejo é que cada um de vocês ajude a criar um movimento forte e sustentável para educar cada criança sobre alimentação. Inspirar famílias a cozinhar de novo e encorajar as pessoas de todas as partes a lutar contra a obesidade.” 
 

Abrimos o espaço para dúvidas e discussões,

Abraços,
Gi e dé (:

Referências:



1. Craigie AM, Lake AA, Kelly SA, Adamson AJ, Mathers JC. Tracking of obesity-related behaviours from childhood to adulthood: A systematic review. Maturitas 70. 2011; 266-284. doi: 10.1016/j.maturitas.2011.08.005.



2.    Gardner DS, Hosking J, Metcalf BS, Jeffery AN, Voss LD, Wilkin TJ.  Contribution of early weight gain to childhood overweight and metabolic health: a longitudinal study (EarlyBird 36). Pediatrics. 2009; 123, e67-73. doi: 10.1542/peds.2008-1292.

3.  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009.  Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010

4.  Cynthia L. Ogden, PhD; Margaret D. Carroll, MSPH; Brian K. Kit, MD, MPH; Katherine M. Flegal, PhD. Prevalence of Childhood and Adult Obesity in the United States, 2011-2012. JAMA, 2014.

5. Carmo MB, Toral N, Silva MV, Slater B. Consumo de doces, refrigerantes e bebidas com adição de açúcar entre adolescentes da rede pública de ensino de Piracicaba, São Paulo. Rev Bras de Epidemiol. 2006; 9(1): 121-30.

6. Rivera FSR, Souza EMT. Consumo alimentar de escolares de uma comunidade rural. Comun Ciênc Saúde. 2006;17(2): 111-119

7.      Babey SH, Wolstein J & Diamant AL. Food Environments Near Home and School Related to Consumption of Soda and Fast Food. Los Angeles, CA: UCLA Center for Health Policy Research, 2011.

8.    Langellier BA. The food environment and student weight status, Los Angeles County, 2008-2009. Prev Chronic Dis. 2012;  9:110191.

9.  Ford CN, Slining MM, Popkin BM. Trends in dietary intake among US 2 to 6-year-old children, 1989-2008. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics. 2013; 2212-2672. doi: 10.1016/j.jand.2012.08.022

10. Johansson I, Holgerson PL, Kressin NR, Nunn ME, Tanner AC. Snacking Habits and Caries in Young Children. Caries Res. 2010; 44:421-430. doi: 10.1159/000318569

11. Ifland JR, Preuss HG, Marcus MT, Rourke KM, Taylor WC, Burau K, et al. Refined food addiction: A classic substance use disorder. Med Hypotheses. 2009;72(5):518-26.

12. Yeomans MR, Blundell JE, Leshem M. Palatability: response to nutritional need or need-free stimulation of appetite? Brit J Nutr. 2007;92 Suppl 1:3-14. doi: 10.1079/BJN20041134