domingo, 16 de abril de 2017

Sobremesas // Desbananando discussões

Responda rápido: sobremesa, pode ou não pode? Como você escolhe os doces que vai comer quando bater aquele desespero? Como você se sente depois de comer uma senhora fatia de torta?



Quando pensamos em sobremesa a primeira definição que vem à mente e que muito bem poderia estar descrita no nosso dicionário é: 

so.bre.me.sa: s.f. Preparação nada saudável, mas bom pra ca(cilda), cheia de açúcar e gordura, que-merda-eu-queria-comer-até-morrer-sem-me-preocupar-em-engordar.

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Não é assim? Pois é importante lembrar também que essa "necessidade" que sentimos pelo doce é algo fisiológico, é nosso corpo pedindo glicose geralmente depois de uma enxurrada de sódio. Então, refletindo aqui, poderíamos dizer que o que temos atualmente são dois tipos de sobremesa:

1. Sobremesa tradicional, maravilhosa, de comer ajoelhado, e com mil calorias (que nos deixam com a consciência pesada e o estômago doendo devido à quantidade consumida - os sem-vergonha não se contentam com pouco).
2. Sobremesa versão light/fit, com ingredientes que não casam, que não tem gosto nenhum, e que as pessoas consomem apenas para enganar a vontade (que era de devorar uma torta de chocolate com doce de leite, e se não for pedir muito, cobertura de Oreo). Um bom exemplo são os negrinhos de whey, daimepaciênciasenhor.

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Eu gosto de acreditar, no entanto, que existe um terceiro tipo, um tipo que engloba sobremesas de sabor delicioso mas que também nos traz benefícios nutricionais. Uma sobremesa "duplamente feliz". Sim, esse tipo também existe. E QUE FIQUE BEM CLARO AQUI: alguns dias vamos comer essa sobremesa "do bem" (digamos assim pois odeio a nomenclatura "fit" e também não sou muito adepta do termo "funcional"); outros dias vamos comer as do tipo 1, aquelas que engordam mesmo, porém são capazes de alimentar nossa alma com toda voracidade possível; mas jamais, na minha humilde opinião, vamos comer as do tipo 2, sem gosto, sem textura, sem consistência.

Descobri há alguns dias um bom exemplo de uma sobremesa "do bem": essa Torta de Cacau do Caminho Orgânico! Na massa tâmaras e castanhas (o que me remeteu diretamente às barrinhas LOVE, da Harts, feitas à base de tâmaras e algumas oleaginosas). O mousse leva abacate, cacau, leite de coco, biomassa (que eu sei, sounds gross mas não é usada para dar sabor, até porque ela não tem sabor, é usada somente para dar consistência de mousse, uma per-fei-ta consistência de mousse) e açúcar mascavo. Essa é a lista dos ingredientes na íntegra. E quem já provou sabe do que estou falando: trata-se de uma sobremesa leve, muito saborosa e nutricionalmente fantástica! Então, seguindo o pensamento Rita Lobo, negrinho é feito com leite condensado, cheesecake leva sim cream cheese, creme de leite e mais um monte de ingredientes “bomba” e torta de chocolate é com chocolate e não com "farinha de uva misturada com cacau, whey e gelatina sem sabor". 



Obviamente todas essas delícias devem ser consumidas com moderação, em datas especiais e não todo dia após o almoço (muitas vezes diminuindo o consumo de arroz, feijão e carne para poder comer a sobremesa sem culpa, o que é um erro maior ainda). Se quiseres comer algo no dia-a-dia, vais ter que praticar exercícios físicos regulares e encontrar alternativas como essa que citei. Profissionalmente sempre indiquei que se criasse o hábito do cafézinho ou do cházinho pós-almoço. Eles servem para "sinalizar" ao nosso corpo que a refeição acabou, da mesma forma que a sobremesa faz. Infelizmente não podemos nos dar ao luxo de comê-las todos os dias, então façamos o seguinte: nos dias de semana, vamos caprichar na comida de panela e esquecer que essas gordelícias existem. Nos finais de semana vamos escolher a torta mais linda e saborosa da padaria. Mas por favor, não me venha com cupcake sem glúten, sem lactose e com recheio sem gosto algum. Essa vida é linda, e ela merece SABOR!

BEIJOS DOCES da Dé e da Gi

:)

terça-feira, 14 de março de 2017

Cheesecake de Goiabada // Desbananando Receitas

Cheesecake é canalhice. Não tem quem não goste. Não tem paladar que resista à combinação de uma base sutilmente salgadinha, com um recheio "neutro" que leva cream cheese e leite condensado e portanto, dispensa comentários, e um topping doce e colorido como uma calda de goiaba ou de qualquer fruta vermelha. 



O Cheesecake surgiu na Grécia, mas se tornou popular nos Estados Unidos. Geralmente é cozido no forno, leva uma base de biscoito, um recheio de queijo, creme e ovos e uma cobertura/topping com fruta. Existem inúmeras variações da receita, e algumas levam gelatina, não necessitando ir ao forno. 

Eu ganhei na loteria porque além de ter uma mãe sensacional ela ainda cozinha pra ca(cilda). Em época de goiaba, não falta geleia de goiaba caseira aqui em casa. Dessas tão vermelhinhas que até parecem extrato de tomate! Pois bem, olhei pra aquele monte de pote de geleia e pensei "isso dava um belo de um cheesecake". O problema é que eu nunca tinha feito um cheesecake (apesar de ser minha sobremesa favorita). Mas não seja por isso, rapidamente busquei umas receitas na internet (Rodrigo Hilbert é sempre a inspiração número um por motivos bem óbvios) e adaptei de acordo com os ingredientes que eu tinha em casa. A receita ficou meio que um Frankenstein, um pouco de cada receita que eu encontrei. Fiz com medo, minha mãe me olhando toda desconfiada achando que não ia dar certo e tcharãn: a melhor sobremesa ever! Ficou sensacional!

Então bora pra receita:


INGREDIENTES:

1. Para a base: 1 pacote 350g de bolacha Maria (a maioria das receitas leva biscoito maisena mas eu não tinha em casa) + 1 tablete de 200g de manteiga*

2. Para a massa/recheio: 1 pote 150g de cream cheese, 1 creme de leite e 1 lata de leite condensado

3. Para o topping: 1 pote de geleia de goiaba da Nita (tô brincando, quem não tiver uma mãe tão maravilhosa como a minha pode tentar fazer a geleia ou então tem outras duas alternativas: compra uma geleia industrializada no mercado ou um tablete de goiabada)

* Usei manteiga sem sal porque era a que eu tinha em casa, mas eu aconselharia usar com sal dependendo da bolacha que você escolher, porque aquele gostinho da base salgadinha com o recheio e topping doces é de matar! A minha base acabou ficou salgadinha mas foi em função da bolacha Maria que usei, que sim, tem bastante sódio (69 mg em 7 biscoitos, ou seja, ~700 mg no pacote inteiro, que seria o mesmo que eu ter adicionado quase 2 g de sal).


MODO DE PREPARO:

° Triturar a bolacha Maria até que vire um pó, uma farofinha (pode-se usar um mixer ou mesmo o liquidificador).
° Adicionar a manteiga aos poucos (temperatura ambiente) e ir amassando com as mãos. Vai formar uma farofinha e você deve parar quando essa farofinha já tiver a quantidade suficiente de manteiga a ponto de grudar e formar uma massinha - tipo uma massinha de pão. Eu acabei usando o tablete inteiro de manteiga mas minha forma era grandinha. Para uma forma menor, não será necessário usar os 200g do tablete.
º Assim que atingir o ponto, colocar a massinha em uma forma (é interessante usar aquelas de fundo removível) e ir modelando com os dedos. Essa base da torta deve ter em torno de 1cm de altura. Não esqueça de fazer as bordinhas mais altas para que o recheio não escorra para fora caso fique muito líquido.
° Levar ao forno, pré-aquecido, por cerca de 15min.

(Base no forno, agora faremos o recheio)


° Misturar os três ingredientes (cream cheese, leite condensado e creme de leite). Bem difícil né? Eu misturei na batedeira, uns 2-3min. Mas não acho que mudaria muita coisa se tivesse feito isso no braço, no muque. hehe

(Retirar a forma do forno, adicionar o recheio e levar ao forno novamente, por mais uns 60min - temperatura baixa, eu usei 130°C. Meu recheio ficou um tanto líquido, o que me assustou. Achei que nunca ficaria durinho, por isso levei ao forno - algumas receitas não levam essa parte ao forno - e a consistência ficou perfeita.)


° Adicionar um pouquinho de água e derreter a geleia de goiaba ou goiabada no microondas. Colocar sobre a torta e levar à geladeira por no mínimo duas horas. 

(Quanto mais tempo ficar na geladeira, mais firme fica o recheio)


E pronto, gente! Sobremesa da vida!


Não é fácil e também não é barata. Mas vale cada centavo e minuto investido! Lembrando que tem receita de Cheesecake muuuuito mais elaborada e complexa que essa. Essa aqui é a mais simples possível, e olha, vou te contar, surpreende muita gente!

Espero que tenham gostado! Uma boa semana a todos!

Para mais informações/detalhes técnicos, sugiro leitura desse link: http://www.petitgastro.com.br/como-fazer-cheesecake/

Dé e Gi <3

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Avei-oca // Desbananando Receitas

Tapioca é fit e portanto tá liberada na sua dieta né? Afinal não tem glúten e nem lactose (e se o post fosse feito alguns anos atrás, diríamos que também não tem colesterol - embora não faça sentido algum). A Nutrição é mesmo uma ciência muito complexa e é natural que os pontos de vista entre os profissionais sejam bem diferentes. Mas não estamos aqui para falar bem ou mal da tapioca. Estamos aqui para mostrar uma alternativa para aqueles que não gostam de tapioca, para os que enjoaram da tapioca ou simplesmente para aqueles que querem cozinhar nesse momento e não tem tapioca em casa.


Depois que a tapioca passou a ser considerada um alimento fit/alimento do bem/do tipo "esse pode" muitas receitas começaram a surgir incluindo o alimento. O que pouca gente sabe que é a tapioca é tão ou mais calórica que um pão branco - tão massacrado atualmente - e já que se fala tanto em índice glicêmico, tem um IG mais alto que o do pão branco. Isso tudo deveria ser motivo para torná-la o novo vilão da alimentação? Assim como ocorreu com a manteiga, o ovo, o peito de peru, que ora são considerados "bons mocinhos" ora são vistos como o "maior inimigo do ser humano"? Não! O que pouca gente ainda parece entender é que tratando-se de alimentação saudável e equilibrada, o que comemos não deveria ser taxado de bom/ruim. Não deveriam existir alimentos permitidos/proibidos. Se soubéssemos consumir com moderação, nada, absolutamente nada precisaria ser retirado da nossa dieta (ok, talvez, na minha opinião, apenas o refrigerante). O problema é que somos, em nossa maioria, 8 ou 80. Pode ou não pode. Come até morrer ou corta fora da dieta. Por que isso, minha gente? É preciso ser libriano e nutricionista (que por coincidência eu sou) para enxergar essa realidade com outros olhos?

Esse assunto dá muito pano para a manga mas para sumarizar tudo o que eu penso como profissional da saúde, como nutricionista, como atleta e como amante da boa comida: na minha opinião, no MEU ponto de vista podemos comer de tudo, desde que saibamos respeitar a quantidade e o equilíbrio. Você pode beber uma cervejinha quando estiver afim, mas não precisa ser um pack inteiro de long necks. Afinal por que uma (sim, apenas UMA) long neck já não te deixa satisfeito? Digo mais, acho que no final das contas é ainda mais saudável que tu consumas esses alimentos tidos como vilões de vez em quando, do que tu restrinjas o teu hábito alimentar a uma monotonia non-sense e se torne mais uma escravo do extremismo, do modismo e do terrorismo nutricional que assombra a humanidade atualmente. É preciso ter em mente que alimentar-se envolve questões psicológicas fortíssimas e o simples fato de "cortar um alimento da sua vida" pode trazer danos pessoais e consequências muito piores do que aquelas causadas pelo consumo dos alimentos "ruins". Alcançar uma certa "maturidade alimentar", se é que eu posso assim dizer, não é fácil. No entanto, no momento em que temos uma relação madura e uma visão ampla da nossa alimentação vemos o quanto ela é importante para vários aspectos da nossa vida. A gente não come apenas para nutrir o corpo, comer alimenta também a alma. 

Buenas, entrei nesse assunto todo para dizer que a tapioca não é tão fit como todos pensam e nem tão ruim como um dia ela ainda vai ser considerada (sim, porque ainda vai surgir um estudo falando sobre isso, esse estudo vai ter seus resultados extrapolados de maneira totalmente errônea ou talvez apenas mega exagerada pelos meios de comunicacção, e as pessoas vão parar de consumir a tapioca, porque ela terá sido desmascarada, assim como o vilão da novela das nove da Globo). Acredito que ela pode e deve fazer parte da nossa dieta, mas também sou da opinião que os nutrientes devem ser variados com a maior frequência possível. Nada mais #saudavelSQN do que ter um cardápio monótono de peito de frango, batata doce e whey, 24h/dia, 7dias/semana. A natureza nos brindou com tantos, mas taaaaaantos alimentos diversificados que eu não consigo entender as pessoas que cozinham sempre a mesma coisa. Que comem sempre no mesmo restaurante. Que tem o mesmo café da manhã todos os dias (e há anos). DIVERSIFIQUEM, GENTE! Comam alimentos que nunca comeram antes ou em formas de preparo jamais imaginadas. Me surpreendo quando eu digo aos meus amigos "Vamos fazer uma salada de moranga e abobrinha, raladas CRUAS?" e eles me olham com aqueeeela cara de "O quê? Dá pra comer moranga crua?" SIM, NÃO SÓ DÁ, COMO É UMA DELÍCIA!

Então para diversificar a famosa CREPIOCA, que surgiu com o boom da tapioca, eu trouxe uma receita simples e rápido. Vamos chamar nossa belezura de AVEIOCA (porque lembra crepioca, mas não tem tapioca, e vcs vão comer com a manteiga de amendoim da Tocca, haha rimou!)

Substituição no time da nutri Dé: sai tapioca, entra a boa e velha aveia. Já falei sobre a aveia e o fato de conter ou não glúten nas minhas redes sociais, mas vou repostar as informações aqui no Desbananando semana que vem. Por enquanto, tudo o que vocês precisam saber é que a aveia é um alimento riquíssimo, nutricionalmente falando, e que é interessantíssimo torná-lo frequente na nossa alimentação.

Chega de papo e vamos à receita:




AVEIOCA

Ingredientes:
3 col sopa de aveia em flocos
3 col de sopa de água (ou leite)
2 ovos
sal e temperos

Modo de Preparo:

1. Misturar a aveia com o leite/água e deixar um tempo suficiente para "hidratá-la" (alguns minutinhos).

2. Misturar e bater os ovos, e temperar com sal e o que mais lhe agradar.

3. Untar com um pouco de banha (ou manteiga ou o óleo que você preferir - ou aquele que estiver na modinha mais recente - ai como eu tô venenosa hoje hahaha) uma frigideira e "fritar/cozinhar" a nossa panquequinha dos dois lados. Fogo baixo sempre é recomendado para que o ovo cozinhe e a panquequinha não queime. 

4. Retire do fogo e recheie a gosto. Sugestões: minha predileta > manteiga de amendoim, banana e mel; salgada > queijo cottage, tomatinhos cereja e folhas de manjericão; diferentona > pedacinhos de queijo (gorgonzola fica uma delícia, mas cuidado com a quantidade, é um dos queijos mais calóricos), nozes quebradas e alguma geleia (de figo combina super bem) ou o bom-e-velho-de-guerra mel. 




Tá feita a festa! Essa é uma refeição super saudável, que vai te deixar extremamente bem alimentado e saciado por horas, e dependendo do esporte que você pratica e de como tolera certos alimentos, pode ser um excelente pré-treino. Converse com sua nutricionista sobre o seu caso específico, lembre-se que o que funciona bem pra mim, pode não funcionar para você.

Quem gostou curte, compartilha no face! O Desbananando está de volta e precisamos de calor humano para nos inspirarmos a criar posts cada vez mais úteis à rotina e vida prática de cada um de vocês!

Um beijo grande da Dé e da Gi (que nos acompanha e colabora da Austrália)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

"Quenga Gaúcha" // Desbananando Receitas

Definição de "quenga" de acordo com o dicionário potiguar: lascas de coco tostadas com açúcar! Esse povo do RN sabe das coisas!


Quem já viajou para Natal/RN provavelmente já deu boas risadas com os guias locais que fazem piadas com uma das mais famosas iguarias potiguares: a quenga. "Quenga" nada mais é do que lascas de coco tostadas com açúcar! Uma delícia!


Pois hoje o Desbananando ensina vocês a fazer a nossa quenga, a quenga gaúcha! Essa receita foi, na verdade um experimento da Dé. Ao ver o coco seco no mercado, comprou e logo pensou em "tentar" fazer a quenga que havia experimentado nas últimas férias, em Natal. O passo a passo é, portanto, criado/inventado por nós. Talvez existam outras maneiras de fazer, mas vamos passar aqui a forma como nós fizemos (e ficou ma-ra-vi-lho-so).



Vamos lá:

Passo 1: Comprar um coco seco (e até acho que pra quem tem costume de comprar o coco in natura para tomar a água, também possa fazer - nesse caso, depois de tomar a água acho que seria necessário quebrar o coco, obviamente e assar ele um pouco no forno, até rachar a parte interna). Mas bom, vamos partir do princípio de que vcs encontrem o coco seco já nessas condições no mercado.


Passo 2: A parte branca do coco não sai facilmente dessa casquinha mais grossa, por isso é necessário quebrar o coco em pequenas partes e levar ao forno por uns 20min aproximadamente (só eu que enxergo um coração nesse coco quebrado??).




Passo 3: Retire do forno e com o auxílio de uma faca sem ponta "destaque" o coco da casca mais grossa (sempre vai ficar um pouco da casca mais fina e ai é opção de cada um limpar bem ou manter ela - eu deixei porque o coco fica mais bonitinho com uma bordinha marrom e porque essa parte é fibra e fibra é top hehe).

Passo 4: Agora é hora de ralar o coco. A sugestão é de que você corte em finas e longas lascas. Mas também poderia, por exemplo, deixar em pedaços maiores... Fica a cargo da freguesia.


Passo 5: Coco já ralado, agora é hora de adicionar o açúcar mascavo (pois já que essa quenga é gaúcha, vamos fazer ela um pouco mais saudável que a versão potiguar, que até onde sei usa açúcar refinado). Também pode ser feita com canela, nesse caso ficaria menos doce mas também menos calórica.

Passo 6: Hora de levar o coco para o forno novamente. De tempo em tempo abrir o forno e dar uma mexida no coco para tostar uniformemente. Não tenho como dizer um tempo de forno, foi no olhômetro mesmo gente. Quando chegar na consistência desejada, tire do forno. Simples assim.


Passo 7: Deixe esfriar (ou não, porque quenga quente é coisa de outro mundo) e coma como desejar. Uma boa sugestão é comer com iogurte natural! Mas claro, pode beliscar na hora do chima, pode colocar na salada, em um prato como um risoto ou uma massa, enfim, fica bom com TUDO.




Espero que tenham curtido! Quem fizer posta no instagram e marca o Desbananando que a gente dá um repost!
Valeu galera!

Beijos da Dé e da Gi

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Geleia de Morango com Gengibre // Desbananando Receitas

Quer aprender a fazer uma geleia deliciosa de morango? Daquelas tão cheirosas que perfumam a casa toda? 


Eu sei, eu sei, andamos muito ausentes. Mas garanto que é por uma boa causa! Gi acaba de se tornar mestre em Ciências da Reabilitação e nesse momento desfruta de férias na Itália (onde a phyna ainda vai apresentar seu estudo em um congresso). Eu estou na reta final do meu mestrado também, trabalhando noite e dia na minha dissertação.

Mas claro, sempre sobra um tempinho para aquele momento maravilhoso que nossas cozinhas nos proporcionam: a arte de cozinhar. Hoje vou ensinar vocês a fazerem essa geleia de morango com gengibre que é di-vi-na. Daquelas beeem artesanais que são tão difíceis de encontrar por ai, com pedaços grandes de morango, e que não levam mais do que 2-3 ingredientes.

Separa lá:

2 caixinhas de morango (as minhas, depois de limpar os morangos, resultaram em ~400g da fruta)
200g de açúcar cristal
200ml água
1 pedacinho de gengibre bem picadinho


Modo de preparo: 
(acho que vocês vão precisar de papel e caneta para anotar, são muitos passos..)

1. Coloque numa frigideira os morangos picados, o açúcar, a água e o gengibre, e deixe cozinhando.
2. Deixe cozinhando.
3. Deixe cozinhando.
4. Pronto.

Hehehe
Brincadeiras à parte, é isso ai mesmo! É só deixar tudo cozinhando em fogo baixo. Não é preciso mexer, inclusive, melhor nem mexer. Mexa apenas depois de um tempo para ver a consistência em que a geleia se encontra. 

Uma dica importante é ir tirando, com o auxílio de uma colher de sopa, aquela espuminha branca que vai se formando ao longo do cozimento (essa espuminha é provocada pela acidez do morango). 



Desligue o fogo quando chegar na consistência desejada! Com essa mesma receita, mas desligando o fogo mais cedo, dá pra fazer aquelas caldas maravilhosas de morango (ou de frutas vermelhas - você pode incrementar com mirtilo e amora, por ex) pra colocar em cima do brownie, do bolo, do sorvete, do iogurte, enfim, do que você quiser!!!

Olha que coisa mais linda que fica! Agora vem uma parte melhor ainda: provar!! Aliás, fica uma delícia com manteiga de amendoim ou (eu adoro) manteiga de semente de girassol!




Beijos melados, 

Dé e Gi 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Creme de moranga com gengibre, ricota e couve // Desbananando receitas

O inverno pede bons cremes e sopas. É aquela "comfort food" que dá todo o charme para a estação mais fria do ano! Hoje vamos ensinar uma receita super fácil e deliciosa, um creme de moranga!




Ingredientes:

°8 pedaços pequenos de moranga
°4 fatias médias de ricota 
°2 colheres sopa requeijão light
°1 cebola pequena
°2 dentes de alho
°5 copos de água
°folhas de couve picadas
°1 pedaço pequeno de gengibre ralado
°salsa, pesto, queijo parmesão ralado e cubos de aipo para decoração


Modo de Preparo:

1. Higienize os ingredientes, descasque as fatias de moranga e corte em cubos.
2. Pique a cebola e amasse os dentes de alho.
3. Corte a couve bem fininha (chinfonade) e reserve.
4. Coloque água em uma panela e acrescente os cubos de moranga. Em seguida, acrescente também a cebola, o alho e cozinhe em fogo baixo. Acrescente mais água se necessário e cozinhe até a moranga ficar macia.
5. Espere esfriar e bata no liquidificador ou mixer (sem desprezar a água do cozimento).
6. Coloque novamente na panela em fogo médio, acrescente a ricota, a couve, o gengibre e o requeijão. Cozinhe alguns minutos, tempere com sal e pimenta a gosto.
7. Sirva decorando com salsa picada, cubos de aipo e parmesão ralado


Resumindo: cozinhar a moranga com o alho e a cebola > bater no liquidificador > voltar para panela e acrecentar gengibre, couve, requeijão e ricota. PRONTO!





Um dos melhores cremes que eu já comi!!

Para aumentar o valor proteico da refeição sempre vale adicionar um ovo cozido picadinho!

Esperamos fotos da preparação!
Beijos gente!

Dé e Gi :)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A importância da avaliação cardiorespiratória para prescrição de treino // Desbananando Discussão

Hoje quem vos fala é o educador físico formado pelo IPA e mestre em Ciências do Movimento Humano - UFRGS, Bruno Teixeira. Bruno atualmente é doutorando no mesmo PPG - Ciências do Movimento Humano e coordena o curso de Educação Física da URI São Luiz Gonzaga. 


Boa leitura a todos!



"A cada dia que passa cresce mais o número de pessoas que praticam atividade física para melhoria da saúde, qualidade de vida e desempenho.

A intensidade de realização do exercício físico é um fator determinante para que se obtenha adaptações positivas provenientes do mesmo. Mas qual a intensidade ideal para realização de um exercício aeróbio e qual a melhor maneira de se determinar essa intensidade?



O teste de ergoespirometria é um teste progressivo realizado em esteira ou bike (podendo também ser realizado em outros equipamentos) que nos dá uma resposta de aptidão cardiorrespiratória e potência aeróbia do nosso aluno. Atualmente esse é considerado o melhor teste para avaliação aeróbia. Inclusive, o teste tem sido procurado por praticantes de exercício físico - não atletas - para otimizar seus treinos de acordo com sua individualidade.



Essa avaliação nos traz alguns resultados interessantes começando pelo VO2máxparâmetro que nos revela a capacidade máxima que o organismo de um indivíduo tem de captar e utilizar o oxigênio do ar que está inspirando para gerar trabalho. Sendo assim, é um fator determinante tanto para saúde quanto para o desempenho. Pessoas que possuem um alto VO2máx tem propensão a participar de esportes aeróbios enquanto pessoas que possuem esse valor reduzido podem inclusive apresentar problemas de saúde e dependência em suas atividades de vida diária.
Outro resultado interessante para prescrição de treinamento são os limiares ventilatórios, que representam a transição entre metabolismo aeróbio e metabolismo anaeróbio (fig1).
Figura 1: Limiares Ventilatórios 
No primeiro limiar ventilatório, começamos e apresentar um pequeno aumento na concentração de lactato sanguíneo, entretanto a predominância do substrato energético é proveniente do metabolismo aeróbio principalmente ácidos graxos (gordura). Conforme vamos aumentando a intensidade do teste podemos observar o segundo limiar de lactato. Esse é o momento da transição da predominância do metabolismo aeróbio para o metabolismo anaeróbio. Então entre os dois limiares temos o que chamamos de zona aeróbia de treinamento e acima do segundo limiar temos a zona anaeróbia de treinamento.

Para o treinamento podemos dividir em 4 situações:

1) Zona sub-aeróbia, abaixo do primeiro limiar onde praticamente não obtemos adaptações com o exercício;

2) Zona aeróbia extensiva, se caracteriza por um aeróbio de baixa intensidade e longa duração, próxima do primeiro limiar onde temos como fonte energética principalmente ácidos graxos e promovemos adaptações mais periféricas do metabolismo aeróbio, tais como, aumento da densidade mitocondrial, da atividade enzimática oxidativa e de capilarização;

3) Aeróbio intensivo, se caracteriza por uma intensidade maior e uma duração mais curta, fica próximo ao segundo limiar e a principal fonte energética é a glicose pela via aeróbia, nesta faixa promovemos adaptações mais centrais, como adaptações cardiovasculares, diminuição da frequência cardíaca e aumento da capacidade vasodilatadora;

4) Zona Anaeróbia, intensidade alta, acima do segundo limiar, que provoca adaptações das vias anaeróbias, como aumento da tolerância à acidose, resistência à intensidade e aumento das reservas tamponantes musculares.


De posse desses dados podemos, portanto, saber exatamente qual a intensidade de exercício que nosso aluno está realizando, qual a fonte energética está sendo usada prioritariamente para aquela atividade e também quais as adaptações que podem ser esperadas em resposta a um exercício na faixa de intensidade proposta. Com o uso de um monitor de frequência cardíaca durante o teste, temos a frequência cardíaca de cada um dos limiares e assim a prescrição de treinamento pode ser realizada utilizando somente essa variáveis. Diminui-se a possibilidade de erro na prescrição de treino para exercícios aeróbios e otimiza-se o ganho de desempenho de acordo com o objetivo do aluno e do treinador.

Referências:
Cunha, G.S.; Lorenzi, Thiago; Sapata, Katiuce; Lopes, Andre Luiz, Gava, Adroaldo Cezar; Oliveira, Álvaro. Effect of biological maturation on maximal oxygen uptake and ventilatory thresholds in soccer players: An allometric approach. Journal of Sports Scienses, v. 29, p. 1029-1039, 2011.